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Aeroportos do Amazonas vão a leilão em fevereiro

Aeroportos do Amazonas vão a leilão em fevereiro

Em fevereiro, o governo federal realizará a sexta rodada de leilões de concessão de até 44 ativos da infraestrutura nacional para a iniciativa privada, isso inclui o leilão de 22 aeroportos (divididos em três blocos), sendo três deles do Amazonas, os aeroportos de Manaus, Tabatinga e Tefé.

A expectativa é que os projetos de concessão de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias alcancem R$ 101 bilhões em investimentos durante o período dos contratos.

O secretário geral da frente parlamentar da aviação civil na Câmara, deputado federal, Sidney Leite (PSD) informou ao Direto ao Ponto, que os aeroportos de Tabatinga e Tefé, são deficitários e que os aeroportos precisam de investimentos.

“É preciso que haja investimentos nos aeroportos, nesse modal que é extremamente importante para a nossa região, que possui mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados. O governo tem trabalhado, não para que estes recursos sejam reinvestidos, mas para que se possa executar a ampliação, construção e melhorias de aeródromos, pois está cada dia mais difícil a população se locomover, além de levar e atrair investimentos ao interior do Estado”, disse Leite, que torce para que o grupo que arremate a unidade do Amazonas, possa manter ou melhorar os serviços do “Eduardo Gomes”.

De acordo com o governo federal, a junção de aeroportos de diferentes regiões, se deve ao fato de estarem localizados em áreas com desempenho agrícola e agronegócio significativos, com possibilidade de potencial econômico para o turismo de eventos, turismo de negócios e integração regional.

Em contrapartida, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos no Senado, o senador Omar Aziz (PSD), disse ao Direto ao Ponto, que a privatização do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes é vantajosa, mas que se preocupa com os demais aeroportos do interior do Amazonas.

“Com os recursos daqui a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), hoje, consegue cuidar dos aeroportos do interior do estado, coisa que a iniciativa privada não terá este compromisso. Como ficará os outros aeroportos do interior? Ficarão ao leu? O grande problema do interior é a falta de infraestrutura, para ela ser mantida tem custos, e a aviação regional não paga estes custos, o que paga os custos é o que é produzindo no aeroporto Eduardo Gomes”.

Omar comentou que não vê como melhorar ainda mais a economia do Estado com as concessões dos leilões dos aeroportos.

“Hoje, temos um grande problema em Manaus. O número de vagas e voos para a capital é muito pequeno, além de lotado a passagem é caríssima. Isso não ajuda muita coisa. O que poderemos trabalhar é baratear o escoamento da produção, mas se for baratear, teremos que ter o combustível mais barato, uma acessibilidade melhor. E isso não é uma coisa tão simples assim. A carga que nós exportamos e importamos é muito grande. Os produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) é entorno de 60%”, finalizou Omar.

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