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Assembleia Legislativa aprova remanejamento de recursos para a saúde e, ainda assim, empresas médicas milionárias ameaçam paralisação

A Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) aprovou, nesta quarta-feira (14), Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 175/2018, encaminhado pelo Governo do Amazonas, que permitirá o remanejamento de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) e do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES), para pagamento de empresas médicas que prestam serviços na saúde. Isso possibilitará o aporte de R$ 140 milhões na saúde.

Ainda assim, as empresas médicas ameaçam, mais uma vez, paralisar o sistema de saúde, suspendendo, na próxima quarta-feira (21), todas as cirurgias eletivas (agendadas para o dia). Mais uma vez, penalizam a população, para conseguir milhões e milhões em suas contas bancárias, fazendo o Governo de refém dos caprichos de seus dirigentes.

As 14 empresas médicas que pressionam o Governo do Estado já receberam R$ 425,7 milhões, em apenas um ano (de outubro de 2017, quando a atual gestão assumiu, a outubro de 2018).

Esse valor inclui dívidas que herdadas de gestões passadas e serviços prestados neste exercício. Tem empresa que já recebeu, no período, R$ 60 milhões.

É preciso lembrar que a atual gestão recebeu a saúde com uma dívida de R$ 575 milhões, sendo R$ 311 milhões somente com as empresas médicas. Pactuou a dívida, que não era de sua competência, e vem pagando essas empresas todos os meses – seja referente aos serviços em exercício ou o parcelamento do passivo herdado.

A pergunta é: Do que se queixam? Por que estão sempre ameaçando paralisar os serviços? As empresas médicas são formadas por sócios. Os médicos não recebem salários. São sócios do empreendimento, compartilham lucros. E, com todo esse volume de recursos recebidos, algumas se queixam de que não conseguem sequer manter os impostos em dia.

Situação muito cômoda.

O formato de terceirização, que já vem de muitos anos, não foi criado nesta administração e parece caminhar para a falência. Fica para o próximo Governo avaliar e encontrar uma solução que o tire da condição de refém dessas empresas milionárias que prestam serviços na saúde e que agem como pobres coitadas.

Quando o sapato aperta, correm para apontar problemas de toda ordem nas unidades de saúde, como agora, quando pressionam o Governo por mais recursos. Quando estão satisfeitas com o pagamento, não enxergam mais nenhuma dificuldade. O mundo fica cor de rosa.

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