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Ativista político amazonense é citado em matéria do jornal The Washington Post sobre BR-319

Ativista político amazonense é citado em matéria do jornal The Washington Post sobre BR-319

O ativista político Sérgio Kruke, que é líder do Movimento Conservador do Amazonas, foi citado em uma matéria do jornal norte-americano The Washington Post, publicada nessa quinta-feira (17). A reportagem que tem o título “Morte na Floresta” afirma que a BR-319, mesmo sem ainda estar asfaltada, está acelerando a previsão de desmatamento de uma das áreas mais preservaras da Amazônia Brasileira.

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Segundo Kruke, o jornalista do The Washigton Post tirou de contexto sua fala e salientou ao Direto ao Ponto que a população não quer devastar a Amazônia e sim explorar as riquezas. “A Amazônia é nossa!”

“O povo do estado do Amazonas hoje é um povo que padece no paraíso. Mais da metade da nossa população passa fome por causa dessas leis ambientais que privilegiam as árvores e deixam o estado do Amazonas minguando. Então, o ribeirinho, o caboclo do interior, o indígena não tem o direito de usufruir o que é dele. Essa terra é nossa, aquilo que eu falei na audiência pública, eu repito: a Amazônia é nossa e nós temos o direito de fazer com ela o que nós quisermos. Mas nós não queremos devastar. Eu falei pra ele (jornalista) que nós não queremos acabar com a floresta. Nós queremos explorar as nossas riquezas, a biodiversidade, mineral e tudo mais. E hoje não pode. Então o Amazonas é um estado isolado. Manaus fica isolada. E a BR-319 não sai por causa das leis ambientais”, disse Sérgio Kruke ao Direto ao Ponto.

De acordo com o ativista, o Movimento Conservador do Amazonas irá trabalhar com afinco para diminuir ou alterar as leis ambientais para poder ter o desenvolvimento econômico do Amazonas, como ocorreu no período áureo da borracha.

“Nós, integrantes do Movimento Conservador Amazonas, a base eleitoral do presidente Bolsonaro, vamos trabalhar com afinco para diminuir ou alterar essas leis ambientais para que possamos ter um desenvolvimento econômico do Amazonas, como houve no período áureo da borracha, por exemplo, onde tinha o extrativismo e não houve devastação pelo contrário o Amazonas cresceu economicamente e não houve devastação. É isso que nós queremos trazer de volta para o estado do Amazonas”, disse Sergio.

Kruke ainda afirmou que a população e o Movimento que preside não querem mais a interferência externa.

“Queremos aproveitar o que é nosso, sem interferência externa, porque a o que a gente não aceita mais e não vai aceitar mais. Não importa quem seja. E não me direciono só ao americano. Eu estou me direcionando a todos os estrangeiros. Eles têm que entender que a Amazônia é nossa, é do povo brasileiro”, destacou.

Sobre a BR-319

No momento, o Componente Indígena do Estudo de Impacto Ambiental (CI-EIA) do Trecho do Meio na BR-319 está sendo apresentado em terras indígenas da área de influência da rodovia desde a segunda quinzena de fevereiro. E a consulta aos povos indígenas está sendo realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)

Vale ressaltar que a consulta é uma etapa importante para a concessão de Licença Prévia, que garantirá o avanço das obras na rodovia e, sem ela, o estudo pode sofrer questionamentos jurídicos.

O CI é uma das partes mais relevantes do estudo e é fundamental para a tomada de decisões sobre o avanço das obras na BR. O documento foi apresentado neste mês para comunidades dos povos Mura, das Terras Indígenas (TI) Lago Capanã, e Apurinã, das TIs Igarapé Tauamirim e Igarapé São João.

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