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Briga de Ramos e Menezes, sobra até para bancada federal e Governador do AM

Briga de Ramos e Menezes, sobra até para bancada federal e Governador do AM

A medida anunciada pelo Presidente Jair Bolsonaro de reduzir progressivamente a alíquota do Imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre concentrado de refrigerantes de 8% para 4%, no transcorrer de 3 anos, causou tensão entre os políticos do Amazonas. Apesar de ser unânime entre todos que a união é necessária, a crise afetou os ânimos.

O Deputado Federal, Marcelo Ramos (PL) disse que considera essa medida o caminho da morte do polo de concentrados de refrigerantes da ZFM e que o superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, no afã de querer ser herói, colocou tudo a perder.

“[..] estabelecer a alíquota do IPI em 8% e baixar para 4% até 2022, é colocar o polo de concentrados da ZFM no caminho da morte, é só dar tempo para as empresas arrumarem suas malas para sair de Manaus”, salientou Marcelo que disse “No afã de querer aparecer como o herói de um malfadado acordo firmado entre o Governo Federal, a Suframa e entidades empresariais tentando manter a alíquota do IPI em 10% para os concentrados, sem a participação da bancada do Estado no Congresso, o coronel Alfredo Menezes acabou pondo tudo a perder, contribuindo para o atual estado de caos do polo”, disse o parlamentar em matéria publicada no jornal Em Tempo.

Em resposta, o Coronel Menezes disse que o parlamentar de forma irresponsável e leviana, fez afirmações absolutamente mentirosas e sem qualquer fundamento ao seu respeito.

“Poderia respondê-lo de modo simples e objetivo, pois todos que conhecem a sua trajetória pessoal e profissional, um carreirista, sabem tratar-se de uma pessoa absolutamente inconfiável e sem credibilidade nenhuma com o povo do estado do Amazonas, basta ver a sua história no nosso estado, começou como um fervoroso comunista e hoje diz que abandonou a foice e o martelo para estar ao lado do que existe de mais nefasto na política do Amazonas e do Brasil, sendo inclusive eleitor declarado do PT e defensor do famigerado imposto sindical”, falou Menezes.

Menezes ainda alfinetou Marcelo ao dizer que ele é um desesperado, desqualificado e deslumbrado. “Sem querer aqui aprofundar o histórico das suas alianças, que nesse aspecto foram desde Eron Bezerra e Vanessa Graziotin, passando por Serafim Corrêa, Alfredo Nascimento, Omar Aziz, Eduardo Braga, para o qual teve que “ajoelhar-se no milho”, e agora, com o atual Governador Wilson Lima, que ressalte-se, até dois meses atrás era chamado por ele de despreparado, desqualificado e deslumbrado”, afirmou o superintendente que disse que Marcelo “ trata-se de uma figura que prima pela incoerência e oportunismo barato, ou caro, no que fala e na forma que se comporta, um verdadeiro camaleão que não para de mudar de cor”.

A briga de ambos não parou por aí, após saber da postagem de hoje (17), Marcelo comentou com o site BNC e disparou “ Eu só leio e respondo quem eu levo a sério e eu não levo a sério um desqualificado que entregou o polo de concentrados e os empregos dos amazonenses na bandeja”.

Em seu story o parlamentar, aproveitou para reafirmar que ele e Menezes estão em lados opostos e que ele está defendendo os empregos dos amazonenses e Menezes está defendendo só o dele.

Omar versus Menezes

Aumentando ainda mais esta tensão sobre o capítulo gerado pela redução do IPI. Coronel Alfredo Menezes, aproveitou para dizer hoje (17) em sua postagem que quem quis ser o “Salvador da Pátria” foi o senador Omar Aziz (PSD) e não a Suframa.

“Apenas para esclarecimento, quem na realidade quis assumir o papel “Salvador da Pátria” foi o seu líder máximo e talvez ídolo na política, o Senador Omar Aziz e não a SUFRAMA, está sim, trabalha de forma meramente técnica e alinhada com os princípios básicos do governo federal”, respondeu Menezes ao Marcelo.

Ao ser citado em postagem, o senador Omar Aziz respondeu por meio de sua assessoria que não comentaria o assunto.

Em recente entrevista ao Direto ao Ponto, o senador Omar Aziz, já havia dito que ele não tinha qualquer tipo de relação com Menezes e que acredita que ele poderia ter resolvido esta situação do IPI.

“Eu não tenho relação nenhuma com ele, mas ele poderia ter resolvido isso, do IPI com o compadre né? Se o cara é compadre tem relações. Eu tenho uma relação com o presidente institucional, não é meu compadre. E vejo com uma certa temeridade o não crescimento da economia em 2019, e principalmente, a busca de novos segmentos para se instalar na Zona Franca de Manaus. Vi algumas viagens aí, do superintendente, aí tem que perguntar a ele dessas viagens que ele fazia selfie com o presidente, vídeos e não sei o quê. O quê que ele trouxe, tem que dar satisfação. Porque se for para passear, todo mundo quer”.

Hoje a bancada já garantiu o retorno do IPI para 8%. Nas próximas semanas deve haver uma reunião com Paulo Guedes. O governador Wilson Lima (PSL) afirmou em recente entrevista que também quer se encontrar com Guedes.

Após o decreto começa uma nova etapa para manter a alíquota e evitar a redução nos próximos anos para 4%.

Em jogo estão aproximadamente 500 mil empregos diretos e indiretos da ZFM e um modelo que garante a preservação de 98% da floresta amazônica.

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