Cheia recorde | Rio Negro atinge 30 metros e ultrapassa em 3 cm a maior enchente em 119 anos

Cheia recorde | Rio Negro atinge 30 metros e ultrapassa em 3 cm a maior enchente em 119 anos

Cheia recorde | Rio Negro atinge 30 metros e ultrapassa em 3 cm a maior enchente em 119 anos

O Rio Negro em Manaus atingiu 30 metros na manhã deste sábado (5), segundo medição divulgada pela Defesa Civil Municipal. Este é o maior nível dos últimos 119 anos. No último dia 30 de maio, o rio já havia alcançado o mesmo nível da cheia histórica de 2012, 29,97 metros. Na terça-feira, (1º), ultrapassou pela primeira vez a enchente de 2012, com 29,98 metros.

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Em abril, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) já tinha previsto que em junho o nível do Rio Negro em Manaus atingiria 30 metros, com margem de erro de 29,5 m a 30,5 m, e percentual de 80% de confiança.

De acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a subida expressiva das águas que provocou a enchente histórica foi influenciada pelas bacias do Rio Branco (com foz na margem esquerda do Rio Negro na divisa entre Roraima e Amazonas) e do Rio Negro, que tiveram grande quantidade de chuvas no começo deste ano, sobretudo em janeiro.

O aumento de precipitação é atribuído ao fenômeno climático La Niña, que apareceu entre setembro e novembro do ano passado. Ele afeta as condições dos oceanos, que por sua vez, influenciam na formação de nuvens.

A marca alcançada pelo Rio Negro é classificada pelo CPRM como cota de inundação severa. Segundo a Prefeitura de Manaus, cerca de 4 mil famílias foram atingidas pela cheia.

Aproximadamente 1 mil famílias recebem o auxílio aluguel da prefeitura de R$ 200. Em Manaus, 15 bairros foram diretamente afetados.

Moradores de bairros às margens dos igarapés de Manaus tiveram suas casas atingidas pelas águas do rio. E com a pandemia, algumas famílias não conseguiram preparar as residências para a cheia, seja por falta de recursos financeiros seja por perdas e preocupação com parentes infectados pelo coronavírus.

A cheia também afetou o comércio no Centro de Manaus. Rotas de ônibus foram alteradas pela prefeitura e pontes precisaram ser construídas para o deslocamento de pedestres. Com isso, lojistas chegaram a ter perdas que atingiram metade das vendas. Apesar disso, o recorde da enchente na capital atraiu curiosos para a região.

*Com dados Amazonas Atual

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