CPI da Saúde retoma inspeções aos hospitais públicos de Manaus

CPI da Saúde retoma inspeções aos hospitais públicos de Manaus

CPI da Saúde retoma inspeções aos hospitais públicos de Manaus

A CPI da Saúde criada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) vai retomar as visitas de inspeção aos hospitais públicos de Manaus. Na próxima terça-feira (14) será a vez do hospital Francisca Mendes, na Zona Norte da capital, receber os membros da comissão.

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O relator da CPI, deputado Fausto Jr (PRTB), disse que recebeu denúncias de pacientes, que afirmam que o hospital sofre com aparelhos hospitalares quebrados, falta de medicamentos e de serviços de limpeza e manutenção.

Outro problema, segundo o deputado, é o atraso no salário dos funcionários, que reflete na qualidade do serviço oferecido aos pacientes e familiares. “Temos recebido várias denúncias. Chegou a hora de ver o que está acontecendo. Vamos conversar com pacientes e funcionários do hospital”, afirmou Fausto.

Na reunião de hoje da CPI foi confirmado que a comissão inspecionará os hospitais 28 de agosto, João Lúcio, Adriano Jorge, Maternidade Balbina Mestrinho e outras unidades onde existem denúncias de irregularidades.

As datas das inspeções não foram divulgadas, pois as visitas serão surpresa. “Objetivo é verificar as reais condições de funcionamento dos hospitais, sem que haja manipulação para enganar a CPI”, acrescentou Fausto Jr.

A comissão quer saber qual o custo de manutenção dos hospitais e fazer comparações entre as unidades. É o caso dos hospitais Francisca Mendes e Dephina Aziz.

Conforme apurou a CPI, o custo de funcionamento do Francisca Mendes é de R$ 2 milhões, enquanto que no Delphina Aziz é de R$ 15 milhões.

O que chamou atenção da comissão é que no Francisca Mendes a capacidade de atendimento e especialidades médicas são bem maiores que no Delphina Aziz, mesmo assim o custo é de R$ 13 milhões a menos.

“Existem sérios indícios de irregularidades, por isso vamos passar um pente fino nos contratos dos hospitais e verificar o uso de recursos públicos”, avalia o presidente da CPI, deputado Delegado Péricles (PSL).

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