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CPI das ONGs quer detalhamento de contratos e folha de pagamento da Fundação Amazônia Sustentável

CPI das ONGs quer detalhamento de contratos e folha de pagamento da Fundação Amazônia Sustentável

Em três meses de instalada, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, no Senado Federal, cobrou mais uma vez, a transparência no recebimento de recursos por parte das ONGs, e no último dia (12), a CPI, a pedido do presidente da comissão, senador Plínio Valério (PSDB), ouviu o superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Mauricio Viana.

O gestor foi convidado para prestar esclarecimentos sobre recursos recebidos do Fundo Amazônia, entre 2017 e 2018, e explicar a atuação da ONG no território. Além disso, os senadores “pediram” o detalhamento dos contratos de prestação de serviços e da folha de pagamento da FAS.

Em depoimento à CPI das ONGs, o superintendente da FAS, Virgílio Viana, revelou que em 15 anos desde sua fundação com recursos do então governo Eduardo Braga, a organização movimentou cerca de R$400 milhões de doações privadas e recursos públicos. Com vídeos e gráficos, Viana mostrou programas de assistência a indígenas e ribeirinhos, mas não esclareceu como o dinheiro foi efetivamente gasto.

Os parlamentares questionaram a destinação de R$ 54 milhões recebidos pela FAS por meio do Fundo Amazônia, que capta doações de outros países para preservação do bioma.

O superintendente confirmou que a ONG receberá, em breve, um aporte equivalente a R$ 78 milhões do governo alemão. Esse dinheiro, de acordo com o diretor, será investido em projetos ecossustentáveis no Amazonas e no Pará.  E que a FAS gasta aproximadamente R$ 300 mil por ano na manutenção de projetos educacionais e de sua estrutura voltada à capacitação.

Durante a oitiva com Virgílio Viana, os senadores ainda questionaram se os seus rendimentos chegavam a R$ 100 mil e sobre os gastos de R$ 13 milhões em 2022 com a folha de pagamento de 143 funcionários. O superintendente da FAS deu um riso em resposta.

“Tenho mestrado, doutorado, 40 anos de trabalho, e o valor está abaixo do teto do mercado. Me reservo o direito de não fazer isso publicamente”, afirmou Virgílio Viana, se esquivando a responder os questionamentos dos senadores.

O presidente da CPI, senador Plínio Valério, disse que a comissão vai avaliar se chama Virgílio para novo depoimento para explicar divergências com informações sigilosas em documentos recebidos.

“Falou de números, mostrou vídeos, gráficos, mas pairam ainda dúvidas sobre a prestação de contas, notas do que pagaram, com o que gastou e a quem pagou. Diz que gasta 30% com folha de seu pessoal e nós temos informações sigilosas do BNDES com outros números. Vamos analisar se o chamamos de novo para falar dessas divergências, ou se vamos contestar e colocar as contradições no relatório”, explicou Plínio Valério.

Recursos

Só do Fundo Amazônia, a FAS recebeu R$50.6 milhões do Fundo da Amazônia para dois programas: para pagamento de uma bolsa de R$50.00 a ribeirinhos, o Programa Bolsa Floresta, rebatizado como Programa Guardiões da Floresta, recebeu R$19 milhões, e o segundo, para pagamento de Bolsa Renda, R$31.518 milhões.

O site da FAS informa que além do Fundo Amazônia, a ONG tem 344 parceiros financiadores, grandes fundos governamentais estrangeiros e empresas multinacionais, entre eles o recorrente fundo americano USAID, Andes Amazon Found, Google, PNUD, Petrobras, Coca-Cola, Bradesco e Samsung. Até meados de 2015 recebia também do Governo do Estado do Amazonas.

‘Com essa dinheirama a Fundação Amazônia Sustentável   faz terrorismo e diz que o Planeta sofre o risco de ser afetado por todo tipo de pragas e pandemias caso não se impeça o avanço de atividades econômicas na região. Agora essa ONG que é do Amazonas, colocou no seu site, bem grande, que a próxima ou as próximas epidemias podem começar na Amazônia”, denunciou Plínio.

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