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Depois de cinco horas rebelião em presídio de Manaus chega ao fim

Depois de cinco horas rebelião em presídio de Manaus chega ao fim

Cinco horas e meia após o início da rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, o Governo do Amazonas anunciou que ao motim chegou ao fim. Presos fizeram sete agentes penitenciários reféns e protestavam desde o início da manhã. Não houve nenhuma morte durante as negociações, diz o governo.

O secretário de Administração Penitenciária, coronel Marcos Vinicius, o secretário de segurança pública, coronel Louismar Bonates, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ayrton Norte, conduziram a operação que contou com efetivos do Grupo de Intervenção Penitenciário e das tropas especializadas da Polícia Militar (Rocam, COE, Marte, CipCães), o Departamento de Operações Aéreas da Secretaria de Segurança e o Corpo de Bombeiros.

Na porta da unidade prisional, o secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, afirmou que os reféns também não estão feridos e que a situação já está ”normalizada” na unidade.

“Nenhum refém ferido gravemente, apenas arranhões, e nenhum preso foi ferido. A situação já está normalizada. As bombas que foram soltas foram só de efeito moral”, afirmou o secretário que segundo ele o objetivo dessa rebelião era fazer uma fuga, eles estavam cavando um túnel, o que não estavam conseguindo fazer no dia a dia, distraindo a tropa para poderem fugir. A tropa entrou, dominou a cadeia, ninguém ferido gravemente, só alguns policiais levaram pedradas e estão machucados”, esclareceu o secretário de segurança.

Durante a manhã, familiares que acompanhavam a rebelião do lado de fora do presídio chegaram a receber fotos em que apareciam corpos espalhados pelo chão. A SPP-AM negou qualquer registro de mortes dentro da unidade. “As imagens dos corpos no chão não procedem”.

Desde as 6h deste sábado, quando iniciou a rebelião, equipes da Polícia Militar atuavam no local. O comandante-geral da PM, coronel Ayrton Norte, afirmou que o presídio foi “pacificado” por volta das 11h30.

“Infelizmente eles quiseram partir pra agressão, começaram a quebrar telhas e jogar pedras nos policiais. Nós agimos dentro da legalidade. A área está pacificada e está sendo entregue novamente ao secretário de administração prisional”, disse o comandante.

Parte da unidade prisional foi destruída durante a rebelião. Houve depredação de grades, bebedouros e o telhado. “Quebrou-se uma boa parte da unidade prisional. Já conseguimos detectar grades arrancadas, bebedouros, que era de uso deles e também dos familiares e que era uma reivindicação antiga. Nós conseguimos, ao longo desta gestão, colocar água gelada, e eles foram lá e quebraram tudo. Agora, vamos ter que avaliar o restante”, comentou o comandante que ao fim da rebelião, o grupo COE subiu na caixa d´água e mostrou a sua bandeira.

A Seap não descarta transferência de presos que organizaram o motim. Uma investigação será aberta para identificar os responsáveis. No momento, a Seap está realizando a contagem dos presos e revista dentro das celas.

A rebelião

A rebelião teve início por volta das 6h, durante o café da manhã, quando detentos serraram a grade de duas celas e avançaram nos agentes, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A UPP tem, atualmanete, 1.079 presos. Segundo familiares de presos, a rebelião era para exigir melhores condições dentro do presídio.

Fora das celas, os presos se aglomeram em torres de caixa d’água que ficam localizadas na área externa do presídio, onde protestaram com reféns. Ainda não há uma estimativa de quantos internos estiveram envolvidos na rebelião.

Com dados do G1 e Seap

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