Você está visualizando atualmente Eduardo Braga avalia cenário nacional em evento com empresários do comércio

Eduardo Braga avalia cenário nacional em evento com empresários do comércio

“O Brasil terá que enfrentar, inexoravelmente, a partir do próximo ano, algumas reformas que já deveriam ter acontecido”. Essa foi a avaliação do senador Eduardo Braga ao ser perguntado sobre o cenário nacional, nesta quinta-feira, durante encontro com empresários amazonenses na Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus.

Eduardo lembrou que, em recente debate na Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos os candidatos à presidência da República falaram em reforma da previdência. “Mas, na verdade, se o Brasil quiser retomar o caminho do desenvolvimento econômico e social, terá que fazer as reformas da previdência, política, tributária e administrativa”, afirmou.

O senador defendeu a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte específica para tratar do assunto. “O Brasil precisa, primeiro, definir o quê queremos para o país e depois reunir os melhores estudiosos de cada área para discutir e traçar as metas que vão nortear as ações para o futuro da nossa nação”, avaliou.

Na avaliação de Eduardo, no caso da reforma da previdência, o país precisa combater os privilégios para que a conta não seja paga pelos brasileiros que ganham um salário mínimo. “O déficit da previdência não é causado pelos brasileiros que representam a base salarial da economia nacional. O que gerou um descompasso na nossa previdência foram os privilégios que permitiram que alguns acabassem se aposentando com valores muito acima daqueles que contribuíram”, disse.

Sobre a reforma tributária, o senador defendeu a simplificação dos tributos. “E aí reside, talvez, um dos maiores desafios para os próximos anos no caso da Zona Franca de Manaus porque é justamente no caso da reforma tributária que devemos ter competência e capacidade de manter as vantagens comparativas do nosso modelo econômico”, observou.

Para Eduardo Braga, outra reforma fundamental para recolocar o país no caminho do progresso e crescimento é a administrativa. O senador criticou o tamanho do estado brasileiro, com uma estrutura pesada e pouco eficiente. “Uma deficiência crônica que enfrentamos atualmente, por exemplo, é a segurança pública. O Brasil perdeu o controle nessa área e hoje precisamos urgente de uma política nacional de segurança pública, sob pena de termos o crime organizado cada vez mais forte, aterrorizando a vida do povo brasileiro”, lamentou.

Por fim, o senador comentou sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil. “Hoje, somente na Câmara dos Deputados, estão presentes 28 partidos políticos. Ora, como é que o futuro governo vai conseguir sentar e negociar com um número tão grande de partidos? Não vai conseguir. Não vai dar certo. Independente de quem for o novo presidente da República”, afirmou.

Deixe um comentário