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Exclusivo | ‘Todos se dizem à favor da Zona Franca de Manaus, mas na prática isso não é verdade’, afirma Omar Aziz

Exclusivo | ‘Todos se dizem à favor da Zona Franca de Manaus, mas na prática isso não é verdade’, afirma Omar Aziz

O ano de 2019 foi um o ano difícil para a bancada federal do Amazonas. Houveram muitos ataques contra o modelo econômico sustentável de maior êxito do mundo. A Zona Franca de Manaus. O senador Omar Aziz (PSD), conversou com o Direto ao Ponto e esclareceu algumas dúvidas à cerca do que foi o embate do Amazonas no ano que passou e como a bancada travou a guerra que vinha sendo instalada contra o Amazonas. Falou sobre ano eleitoral, relações políticas, o Aliança pelo Brasil, e o que a figura Omar Aziz espera para o ano de 2020, além as acusações que têm recaído sobre ele.

Um dos primeiros pontos que o senador tratou, foi sobre os constantes ataques que a ZFM sofreu no ano de 2019. Segundo Omar, muito se fala sobre preservação da Zona Franca, mas quando chega na prática, não é bem o que acontece.

“Todo mundo que a bancada procura conversar, o próprio governo, parlamentares de outros estados. Todos são unânimes em dizer que eles defendem a Zona Franca de Manaus, mas na prática isso não acontece. Na prática existe uma guerra entre os estados brasileiros e a equipe econômica do atual governo, a posição do ministro da Economia, ela é muito clara em relação a não aceitar a renúncia fiscal”, afirmou Omar Aziz.

Omar Aziz explica que a Zona Franca de Manaus não faz renúncia fiscal, o que acontece, na verdade, afirma ele, é um desenvolvimento sustentável econômico que por muitas vezes não é entendido por àqueles que não vivem na região.

“Quando eu conversei com o ministro Paulo Guedes eu expliquei. Nós não fazemos renúncia fiscal, o que nós fazemos é um desenvolvimento sustentável, em uma região onde o mundo todo está de olho”, disse o senador.

Apesar dos ataques, não houve nenhuma perda para a Zona Franca de Manaus no ano de 2019. Segundo Omar, a bancada federal exerceu com maestria seu trabalho, cada um no seu setor.

“A atuação da bancada é boa. Cada um no seu setor. Temos membros novos, do mais antigo, o Átila Lins, Sidney Leite, Zé Ricardo, Bosco Saraiva, dos novos, o Capitão Alberto Neto, Pablo Olíva, Marcelo Ramos, Plínio como senador. O Eduardo como mais experiente também. O Plínio foi o relator da Lei de Informática, uma pessoa com quem debatemos amplamente. Eu acho que tem uma bancada atuante, e que se formos parar pra analisar, nós não tivemos nenhuma perda em 2019. Tem que ser dito assim, o que a bancada federal deu de prejuízo para a ZFM no ano de 2019? A resposta é zero”, sustentou o parlamentar.

A seguir os principais trechos da entrevista:

DIRETO AO PONTO: O que Sr. acha que pode ajudar a Zona Franca a se desenvolver ainda mais?

OMAR AZIZ: Para ter alta escala em qualquer produção no setor primário, no setor agrícola, nós precisaríamos ter mecanização, infraestrutura, logística, e quem compre. Então isso tudo acarreta. Por isso quando se fala em alternativas econômicas, eu acho que a grande alternativa é o estudo da nossa região, daquilo que nós podemos utilizar. Nós temos aqui uma flora que precisa ser pesquisada, ou sei foi, estudou-se muito pouco. Em 2019 muito se ouviu falar em alternativa econômica, não adianta falar, tem que agir. “Ah, a Zona Franca é importante, mas ela dá prejuízo ao Brasil”. Não, a Zona Franca não dá prejuízo ao Brasil, há um grande equívoco sobre isso.

DIRETO AO PONTO: Sobre as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação à Zona Franca de Manaus não ser um modelo econômico exitoso. O que o Sr. acha sobre isso?

OMAR AZIZ: Ele não conhecia, né. Ele ta passando a conhecer agora. Na última reunião que nós tivemos, ele já falou de uma forma diferente. Tanto é que eu estou aguardando ele voltar das férias, para conversar com ele sobre essa questão do IPI. Você não tem como acabar com a economia. Se você perguntar ao presidente Bolsonaro, por exemplo. Presidente, a questão da Zona Franca, ele vai responder que é à favor, mas ele sempre diz que não entende sobre as questões relacionadas à economia, falem com o pessoal da economia, ele diz. Ou seja, ele é à favor, mas não debate sobre questões de funcionamento tributário da Zona Franca. Mas ele sabe da importância, lógico, tem conhecimento macro sobre isso.

DIRETO AO PONTO: A ZFM já teve seu período de auge, na sua opinião, a segurança do modelo era maior nos governos do PT?

OMAR AZIZ: Não, nós tivemos embates também no governo do PT. O que é que eu venho defendendo há dois anos. E aí, eu esperava que fizessem isso, eu esperei um ano e não fizeram absolutamente nada. A diversificação do Polo Industrial, certo? Nós temos aqui três âncoras: eletroeletrônicos, polo de informática e duas rodas, correto? Baseado nisso, temos 80% da Zona Franca de Manaus. Nós temos que diversificar, nós temos que trazer para cá industrias de outros segmentos, de outros setores como cosméticos, fármaco, têxtil, alimentício, nada disso nós somos proibidos de produzir. O grande papel, principalmente do estado, é diversificar a produção, para que possa crescer novamente o faturamento. A Suframa tem que sair do discurso de alternativa econômica.

DIRETO AO PONTO: Como você avalia a gestão do Coronel Alfredo Menezes? Acha que ele tem ajudado nas tratativas com o Governo Federal?

OMAR AZIZ: É a primeira vez que a Suframa não tem um técnico que conheça o funcionamento e a tributação da Zona Franca de Manaus, mas eu não vou emitir opiniões sobre ele. Eu não tenho relação nenhuma com ele, mas ele poderia ter resolvido isso, do IPI com o compadre né? Se o cara é compadre tem relações. Eu tenho uma relação com o presidente institucional, não é de compadrio, não é meu compadre, ele não batizou ninguém meu, nada. E vejo com uma certa temeridade o não crescimento da economia em 2019, e principalmente, a busca de novos segmentos para se instalar na Zona Franca de Manaus. Vi algumas viagens aí, do superintendente, aí tem que perguntar à ele dessas viagens que ele fazia selfie com o presidente, videos e não sei o quê. O quê que ele trouxe, tem que dar satisfação. Porque se for pra passear, todo mundo quer.

DIRETO AO PONTO: Quais pautas que mais impactarão não só o Brasil, mas também o Amazonas?

OMAR AZIZ: Eu acho que a pauta mais difícil pra gente é a reforma tributária. Se você analisar só o segmento que mexeram agora, de concentrados, imagina uma reforma tributária. Nós teremos que tratar caso à caso. Eu acho que a pauta econômica desse ano mais importante para o Amazonas, é a Reforma Tributária. A segunda mais importante, a segunda instância, é uma que nós iremos aprovar, com certeza, é importante para todos.

DIRETO AO PONTO: Acha que foi certa a escolha do deputado Marcelo Ramos para presidente a PEC da prisão após condenação em Segunda Instância?

OMAR AZIZ: O Marcelo demonstrou um poder de liderança dentro da Câmara, grande. Respeito dos seus pares, quando votou e aprovou a Reforma da Previdência. O Marcelo está preparado, e mais, ele é uma pessoa que tem embasamento jurídico, ele advogou, ele é militante, um advogado militante. E ele tem embasamento técnico para debater esses assuntos, não é um neófito. É um cara que conhece. Foi boa a escolha sim.

DIRETO AO PONTO: Como o Sr. avalia a relação com o governador Wilson Lima e o prefeito Arthur Virgílio?

OMAR AZIZ: Eu torço pra todo mundo dar certo. Todas as vezes que eu fui convocado à ajudar, eu me ajudei. O próprio prefeito Arthur Neto, em 2016 eu consegui um empréstimo contra o PT de R$ 500 milhões pra ele, que foi o que salvou a vida dele. O governador do estado do Amazonas, eu não faço nenhum favor à ele, eu faço a minha obrigação para ajudar o estado. Nós temos que torcer para dar certo. Eu torço que o governador Wilson Lima dê certo, porque se ele der certo, vai ser bom pra todos nós. Se ele der certo na segurança é bom, para nossas famílias. Se ele der certo nas ações sociais é bom, na habitação é bom, então a gente tem que torcer. Se o Wilson Lima amanhã não for bem, eu não ganho nada com isso. Ninguém ganha. Eu estou lá como senador, e a minha obrigação é ajudar o estado do Amazonas. Minha relação com todos é boa.

DIRETO AO PONTO: Neste ano eleitoral o PSD terá algum candidato majoritário em Manaus?

OMAR AZIZ: Eu espero que tenha, eu acho que todos os partidos praticamente vão lançar candidato. Vai ser uma eleição com 12, 14, 15 candidatos à prefeito. Acabou as coligações para vereador, então cada um tem que sair com chapa própria. Eu espero que o PSD tenha o seu candidato. Não existe mais isso de alguém que vai indicar alguém que vai ganhar eleição. É uma eleição aberta, eu vejo nessas pesquisas aí, nenhum se sobre sai sobre o outro. Quer dizer, eu já vi tantas eleições o cara começar com 55% e perder aqui, é uma eleição muito aberta ainda, e cedo. Não creio que haverá surpresas.

DIRETO AO PONTO: Sobre o Aliança pelo Brasil. O presidente Bolsonaro fez certo em querer criar uma nova sigla perto das eleições?

OMAR AZIZ: Ele não vai criar, ele não quer criar essa sigla agora. Não tem como, não tem tempo. Eu já fundei um partido, eu sou fundador do PSD, sei como funciona. O PSL era o Bolsonaro, assim como o Aliança pelo Brasil será Bolsonaro, o resto é figurinha repetida. Mas para essas eleições, o Aliança não ficará pronto.

DIRETO AO PONTO: O que o Omar espera do ano de 2020?

OMAR AZIZ: Eu espero esclarecer muitas coisas, das acusações que são feitas à mim. Eu sou consciente, de que o maior interessado para esclarecer essas coisas sou eu. Eu acho que meu mandato, eu tenho procurador servir ao Estado do Amazonas, e vou continuar servindo à população do Estado do Amazonas. Que Deus me dê saúde para que eu possar provar que muitas coisas que falam de mim, não são verdade. É isso que eu espero de 2020.

DIRETO AO PONTO: O que mais lhe dá prazer na política?

OMAR AZIZ: O maior prazer na política é você poder ajudar às pessoas. Saber que alguém foi ajudado. O que me dá prazer é servir.

DIRETO AO PONTO: O que deixa o Sr. mais triste na política?

OMAR AZIZ: A injustiça. A maldade. Eu acho que hoje as pessoas usam uma ferramenta de comunicação tão importante, para denegrir a imagem das pessoas, sem provas, sem fatos nenhum. Infelizmente nós vivemos isso nos dias de hoje.

Este post tem um comentário

  1. Luis Albert

    Gostei da matéria, parabéns aos organizadores!

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