Governador, Prefeito e parlamentares comentam saída da Petrobras do AM

Governador, Prefeito e parlamentares comentam saída da Petrobras do AM

Governador, Prefeito e parlamentares comentam saída da Petrobras do AM

No último dia (27) a Petrobras anunciou a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestre localizadas na bacia de Solimões, que abrangem os municípios de Tefé e Coari.

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O Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB) comentou a situação e pediu diálogo entre empresa e governo para permanência da Petrobras no Amazonas.

“A Petrobras é uma das maiores empresas do Brasil, ou até da América Latina, e não pode sair da região mais fundamental para o país. Acredito que tem de haver um diálogo entre a cúpula da petroleira com a cúpula do governo do Estado, para uma negociação viável para os dois lados”, disse Virgílio.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito de Manaus destacou a importância da geração de empregos que a empresa proporciona na região do interior do Amazonas, e a consequente preservação do meio ambiente. “Ela [Petrobras] ajuda a preservar a Floresta Amazônica, está presente em uma área de mais de 350 quilômetros quadrados, por todas essas razões não podemos ver como inimigos e sim procurar manter como uma parceira permanente para eu nunca mais pense em sair do Amazonas, que tem uma grande perspectiva de futuro. Sair daqui não me parece uma ideia muito inteligente”, completou Arthur Neto.

“A Petrobras era uma empresa paquidérmica e, no primeiro momento, tomou um susto com a quebra do monopólio do petróleo, eu votei a favor do fim, pois acho o monopólio um vício que deturpa e torna preguiçoso. Depois disso, o desempenho da empresa melhorou. Acredito que uma abertura possa dar mais gás à Zona Franca de Manaus, que perdeu este ano 46% do seu faturamento em relação ao ano passado em seus polos. É muito grave para o Amazonas a saída da Petrobras, perder os investimentos em Urucu em um momento de economia combalida, é o pior para o nosso Estado, uma situação que nos esvazia”, finalizou o prefeito.

Defende

Já o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) defendeu neste sábado dia (27) que a transição no processo de venda do campo petrolífero de Urucu garanta investimentos.

Porém o estado se preocupa para que não haja descontinuidade nos investimentos e produção na reserva, que é uma das mais importantes do país.

“A preocupação que nós temos é a de que não haja descontinuidade da exploração. Estamos pleiteando junto ao Ministério das Minas e Energia o compromisso de que a Petrobrás mantenha os investimentos e a produção durante processo de transição para o novo investidor que vai assumir as operações no campo de Urucu”, afirmou Wilson Lima, ao também ressaltar que a expectativa é que novos investimentos devem tornar a exploração e produção de petróleo e gás no Amazonas mais eficiente.

O governador entende que a decisão da Petrobras é resultado da estratégia da companhia em concentrar investimentos na produção em reservas de petróleo em alto mar (offshore). Conforme anunciado recentemente, a empresa está vendendo ativos ‘onshore’ (terrestres) não só no Amazonas.

Desatualizada

O senador Eduardo Braga (MDB) disse que a falta de investimento da Petrobras no Amazonas deixou a Refinaria de Manaus desatualizada tecnologicamente e que, atualmente, está fazendo com que o petróleo que produzido em Urucu – que é um produto leve e de alta qualidade – seja levado para ser refinado na Bahia. “Enquanto isso, dois grupos empresariais do setor, importam derivados de petróleo de Houston, Georgetown, Kuait e Iraque e vendem aqui no Amazonas. Mas essa operação é ruim para a geração de emprego, renda e o arranjo macroeconômico”, observou o senador.

“A defasagem tecnológica da nossa refinaria é um problema que precisa ser equacionada rapidamente. E a Petrobras não vai mais investir aqui. O pré-sal ficou grande demais em relação a operação da companhia na Amazônia. Então, o que a Petrobras estabeleceu? A minha prioridade é o pré-sal e não mais a exploração continental. A Petrobras está se especializando em empresa de exploração de águas profundas -, finalizou Eduardo Braga.

Perda de Empregos

Esta decisão da Petrobras, vem de encontro com a discussão que parlamentares estão tendo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), sobre a Lei do Gás, que segundo o presidente da casa, deputado Josué Neto (PRTB), se a lei não for aprovada a tempo e nenhum interessado vier a comprar no leilão, o Amazonas perderá mais de 17 mil empregos, queda de arrecadação e queda em torno de 1/4 do PIB do Estado.

“Dizer que a saída da Petrobras do Amazonas não tem relação com a necessidade de Aveiro mercado de Gás é demasiadamente ignorância ou irresponsabilidade. Nesse caso, não existe coincidência. A Petrobras subsidia a entrega do gás que produz à Cigás e nesta operação tem prejuízos históricos”, disse Neto ao afirmar que a Petrobras não aguenta mais essa relação com a Cigás e por isso está antecipando sua saída do Amazonas.

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