Governador sabia sobre as compras superfaturadas de respiradores, afirma ex-secretário de Saúde

Governador sabia sobre as compras superfaturadas de respiradores, afirma ex-secretário de Saúde

Governador sabia sobre as compras superfaturadas de respiradores, afirma ex-secretário de Saúde

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O ex-secretário de Saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias, preso na segunda fase da Operação Sangria, afirmou em depoimento à Polícia Federal que existia um grupo no aplicativo de mensagens instantâneas, WhatsApp, com empresários e funcionários do governo para a compra dos respiradores superfaturados.

A PF investiga o desvio de dinheiro público da Saúde do estado durante a pandemia. O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB), também foi alvo de busca na segunda fase da Operação Sangria. Cinco pessoas foram presas, entre elas o ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias, e a ex-secretária executiva da pasta, Daiana Mejia, além de outras três pessoas da cúpula do estado. Eles tiveram a prisão temporária prorrogada e seguem no sistema prisional.

No depoimento, Tobias relata que o vice-governador do estado, o ex-secretário executivo da Secretaria de Saúde, João Paulo Marques dos Santos, que também é alvo de investigação, e a Comissão Geral de Licitação faziam parte do grupo, intitulado ‘Respiradores’, que tinha como finalidade manter o governador Wilson Lima (PSC), informado sobre a compra dos equipamentos.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que não comentará informações de processo que corre em segredo de Justiça, mas está à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos que conduzem a investigação. Segundo divulgou o site G1 Amazonas.

O ex-secretário Rodrigo Tobias disse, ainda, acreditar que a ex-gerente de compras da secretaria de saúde, Alcineide Figueiredo Pinheiro, ou o secretário-executivo da pasta, ambos presos na primeira fase da operação Sangria, eram os responsáveis por por manter o governador, alvo na primeira fase da operação, atualizado sobre a compra dos respiradores.

Tobias voltou a dizer, em depoimento à PF, o mesmo que havia dito em depoimento à CPI da Saúde, afirmando que era contra a compra de 28 respiradores por mais de R$ 2 milhões, investigada por suspeita de sobrepreço, mas que foi convencido a autorizar o início do processo.

Em nota, por meio da defesa, Rodrigo Tobias afirmou que “jamais praticou qualquer ato, enquanto agente público, que viesse a atentar contra as normas de regência”. Ele diz que é inocente e que fará uso de todos os meios admitidos no direito para provar tal condição.

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