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Governo Federal tem como meta privatizar este ano a Eletrobras

Governo Federal tem como meta privatizar este ano a Eletrobras

Nesta terça-feira (14) o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, divulgou que o governo Bolsonaro prevê levantar R$ 150 bilhões em 2020 com as privatizações de estatais e subsidiárias, com a venda de ativos naturais e com a venda de ações que a União e suas estatais possuem em empresas privada. O número é aproximadamente 50% superior ao que o governo levantou no ano passado com privatizações e desinvestimentos: R$ 105,4 bilhões.

Tendo intenção de reduzir a participação que possui em 300 empresas ao longo de 2020. Ao todo, a União possui atualmente participação em 624 empresas, seja de forma direta, como acionista controlador das estatais, seja de forma indireta, caso das subsidiárias, coligadas e participações acionárias.

De acordo com o governo, a redução e a meta de privatização só serão alcançadas caso saia neste ano a privatização da Eletrobras, que depende da aprovação do Congresso. Se autorizada a venda da estatal, serão privatizadas a holding e mais 210 empresas ligadas à companhia, como subsidiárias, coligadas e empresas de simples participação.

Para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) que diz que não tem preconceito contra a privatização, mas que no caso especifico da Eletrobras, precisa-se fazer bastante contas para que ao final se chegue a um preço justo e que ela seja vendida para poder abrir o mercado da energia.

“O mercado da energia é preponderantemente estatal no Brasil e nós temos um gargalo. Se o Brasil voltar a crescer nós não iremos ter energia para oferecer as novas empresas. Então, esta questão precisar ser bem debatida e bem estudada, mas produzir energia é algo que deve ser bem ampliado, principalmente agora quando se busca energias limpas como é caso da eólica e da solar. No nosso caso, a energia solar seria o ideal, principalmente para as comunidades isoladas que não tem outro caminho a não ser o pequeno gerador, e isso através de placa solares ficaria muito mais barato. Então é preciso abrir este mercado e permitir concorrência e investimento”, disse o parlamentar.

Em novembro do ano passado, o governo enviou um projeto que autoriza a venda, mas o texto ainda não começou a tramitar no Congresso. Além do fato de a agenda do Congresso estar sobrecarregada, há resistência de parlamentares do Norte e do Nordeste na venda da estatal de energia elétrica.

“Não será fácil esta aprovação de autorizar a privatização da Eletrobras, apesar do modelo de privatização ser interessante, onde não haverá um único dono, mas sim vários acionistas que poderão fiscalizar melhor e tornar mais democrático, e com isso melhorar a competitividade. A tendência é que a gente evolua na geração de energia no nosso pais”, disse o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) que informou que até se chegar a um acordo, haverá muitas discussões.

*Com dados da Gazeta o Povo

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