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Indígenas da etnia Baniwa apresentam demandas ao senador Plínio Valério

Indígenas da etnia Baniwa apresentam demandas ao senador Plínio Valério

“É a primeira vez que estamos tendo contato com um representante público”. Foi com essas palavras que representantes da Comunidade Castelo Branco, da etnia baniwa, do Médio Içana, do município de São Gabriel da Cachoeira, descreveram o encontro com o senador Plínio Valério (PSDB-AM), na última sexta-feira (01), em Manaus. O parlamentar amazonense recebeu lideranças da comunidade que fica a 852 quilômetros da capital para ouvir as demandas e prioridades dos moradores. Plínio já se comprometeu a destinar um barco para a locomoção e escoamento da produção na aldeia.

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“Passei para eles o que já fizemos para São Gabriel da Cachoeira, como seis geradores de energia para uma comunidade indígena do Alto Içana. Estou recebendo também reivindicações deles e já me comprometi a fazer uma emenda parlamentar para a aquisição de um barco para a comunidade”, disse o senador Plínio.

“Ficamos muito felizes pelo senador ter recebido nossas reivindicações, espero que dê tudo certo para nós”, disse o presidente da Cooperativa, Sílvio Benjamim. Na reunião, estiveram presentes também o capitão da aldeia Pedro Luciano Camuco, o vice-capitão Marciel dos Santos da Silva e Ovídio da Silva Camuco. Em 2017, a comunidade criou uma cooperativa para explorar as riquezas da terra, mas os trabalhos não avançaram pelas dificuldades impostas na região.

“Para nós vai ficar na história. É a primeira vez que a comunidade indígena baniwa está entregando demandas para que os governantes nos reconheçam e saibam que os povos indígenas não têm pensamentos idênticos. Somos prova disso, lutamos pela liberdade para poder trabalhar dentro da nossa terra”, disse Valdecir Fontes, morador da comunidade, que procurou o senador para apresentar as demandas da cooperativa.

Segundo as lideranças, a comunidade sempre cultivou abacaxi, batata, cana, açaí, cupuaçu, pimenta e farinha. Porém, não conseguem avançar os trabalhos ou ampliar a produção pois não conseguem escoar o que produzem. O barco que o senador se comprometeu a viabilizar será um meio importante de deslocamento e essencial para atender as demandas da comunidade e da vizinhança, podendo melhorar a organização social, econômica e cultural dos baniwa.

CPI das ONGs

No encontro, o senador reafirmou o compromisso de trabalhar pelas comunidades indígenas e de lutar pela instalação da CPI das ONGs. “Sei das dificuldades que vocês enfrentam para combater a hipocrisia dessas ONGs que querem ganhar em nome de vocês e não ajudam em nada”, finalizou.

Na tribuna do Senado, Plínio Valério já leu uma carta escrita pelos baniwa com críticas à atuação de ONGs na região que impedem o desenvolvimento e a independência da comunidade. O parlamentar amazonense leu outro trecho do documento em que os índios clamam pelo direito de ter uma atividade financeira, trabalhar e produzir.

Diz um trecho da carta: “Aqui na região do Alto Rio Negro existem instituições ONGs com visão e objetivo de que os indígenas se mantenham em estado de observadores da natureza, mantendo apenas a sua sobrevivência, ou seja, ter o direito de comer e dormir, nada mais”.

São Gabriel da Cachoeira

Para o município, o senador Plínio Valério já garantiu mais de R$ 4,5 milhões em recursos que foram pagos, que aguardam pagamento ou que estão tramitando. Foram R$ 300 mil para a aquisição de seis geradores de energia para a comunidade indígena do Alto Içana, que já estão na comunidade; R$ 700 mil para dois pavilhões de artesanato para as aldeias Tacauá e Balaio; R$ 800 mil para a construção de um centro de acolhimento e R$ 300 mil para uma retroescavadeira. O parlamentar amazonense também destinou recursos para saúde, equipamentos para hospitais e apresentou emendas para o Hospital do Exército e para uma casa de farinha no Assentamento Teotônio Ferreira.

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