José Melo diz que se Eduardo Braga fosse um vírus, seria a Covid-19

José Melo diz que se Eduardo Braga fosse um vírus, seria a Covid-19

José Melo diz que se Eduardo Braga fosse um vírus, seria a Covid-19

O ex-governador do Amazonas José Melo (Pros) afirmou, em entrevista ao jornal Manhã de Noticia, do jornalista Ronaldo Tiradentes nesta segunda-feira (8), que se o senador Eduardo Braga (MDB) fosse um vírus, ele seria a “Covid-19” e que o parlamentar “boicotou” seu governo em 2014.

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“Se o Braga fosse vírus, ele seria o Covid-19. Ele ficava insistindo e cutucando em todos os ministérios e eu não conseguia governar, porque ele não deixava. Ele não deixou a presidente Dilma Rousseff ajudar o governo e o povo do Amazonas”, disse Melo ao afirmar que Braga boicotou sua gestão e que se considera uma vítima do emedebista.

“Primeiro eu me dediquei feito um desgraçado para o elegê-lo como governador contra Amazonino Mendes, que era uma lenda. Segundo, ele tinha um compromisso formal comigo que iria me apoiar. Terceiro que esta história da Nair Blair foi uma enorme invenção. Eu me considero uma vítima, sim. Uma vítima de alguém que confiei, que o Amazonas sempre confiou e espero que não confie mais. porque não merece minha confiança e nem povo do Amazonas”, disse Melo.

Segundo Melo, Braga havia prometido que apoiaria sua candidatura para Governo do Amazonas em 2014, coisa que não aconteceu e culminou com o duelo entre ambos. À época, Melo disse que Braga zombou de sua candidatura.

“Ele disse: Melo aquilo passou. Política é como o tempo. Um dia chove outro faz sol. E vou ser candidato. E então eu disse: seremos adversários pela primeira vez. Com um sorriso maroto, ele disse: Tu achas que eu vou perder uma eleição para um professorzinho do interior? E respondi: enquanto tu dormes até ás 11h, às 5h estou rezando e às 6h já estou trabalhando”, contou.

Suicídio

Durante a entrevista Melo disse que após sofrer a cassação e ficar preso, algo ainda ficou pior para sustentar. Foi quando ao tentar abrir uma conta bancaria no Banco do Brasil, porque sua conta no Bradesco, havia sido encerrada unilateralmente, foi chamado de “ladrão” por uma pessoa.

“Fui ao Banco do Brasil para abrir uma nova conta. Ao subir as escadas do Banco do Brasil, uma pessoa disse assim: “E aí, Zé Melo, Ladrão da Saúde. Está indo botar os milhões que tu roubaste?”. Eu me virei para falar com essa pessoa, mas ela em um carro, arrancou e foi embora. Voltei para casa e não conseguia dormir”, relatou.

O ex-governador ainda salientou que chegou a digitar uma carta sobre sua história e que deixaria, após tentar o suicídio.

“Desci para o escritório. Escrevi 110 laudas até as cinco da manhã. Hoje, sei que Deus existe e o diabo também. Naquelas 110 laudas estava toda a história da minha vida e de todos os políticos com quem eu convivi. Uma herança maldita para os meus filhos e para mim, do ponto de vista espiritual, pois eu iria para o inferno. Ia me matar”, completou.

De acordo Melo, no dia em que ia cometer o ato foi informado por sua esposa Edilene que a sobrinha deles teria que ficar hospedada na casa deles por algum tempo, pois a mãe da criança teria que passar mais tempo no hospital. Melo disse que passou a se apegar à criança e que esqueceu da carta que havia deixado na gaveta.

“Ia deixar um estrago muito grande. Onze da manhã a Edilene me acorda e disse: a minha irmã teve uma filha, abriu os pontos dela e a criança vem pra cá. E ela veio. E eu tinha colocado aquilo que eu tinha escrito dentro de uma gaveta para no dia seguinte dar o destino. Aí eu me apeguei à criança. Esqueci daquilo”, expressou.

Para o ex-governador, essa fase ficou no passado. “Isso é apagado da minha vida, nunca mais eu quero saber disso. Não queira saber o que é conhecer o inferno. Os piores dias não foram na prisão. Este foi o pior dia. Na minha cabeça passou os amigos, os inimigos, as traições, eu botei em um papel. Era uma herança maldita”, salientou Melo.

Ao fim, Melo afirmou o que o Direto ao Ponto, já informou com exclusividade, que é pré-candidato a deputado estadual na eleição de 2022. E que sua bandeira é a defesa de novas matrizes econômicas ambientais para o Estado do Amazonas.

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