Líder Serviços não tinha capacidade técnica para plantões contratados pela Susam, admite empresário

Líder Serviços não tinha capacidade técnica para plantões contratados pela Susam, admite empresário

Líder Serviços não tinha capacidade técnica para plantões contratados pela Susam, admite empresário

O empresário Sérgio Chalub, dono da Líder Serviços Médicos Ltda., admitiu na CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) que a empresa não tinha capacidade técnica para plantão médico contratado pela Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) fornecidos no Hospital de Campanha Nilton Lins, em Manaus, no atendimento a pacientes com Covid-19.

Segundo ele, a Líder fornece médicos especializados nas área de cardiologia, ultrassonografia e cirurgia vascular. “Só de plantão médico, não”, disse Chalub em depoimento na manhã desta sexta-feira.

O presidente da CPI, deputado Delegado Péricles, disse que a Líder Serviços foi contratada por processo indenizatório pela Susam para prestar serviços médicos especializados em clínica médica no Hospital de Campanha Nilton Lins sem apresentar atestado de capacidade técnica nessa área.

Segundo Péricles, a empresa já lucrou, em processos indenizatórios com o governo do estado, R$ 16,376 milhões. Na reunião desta sexta-feira (14) a comissão colocou ‘em xeque’ a capacidade técnica e a idoneidade de empresa.

“A Líder tem o mesmo perfil da Norte Serviços: lucra milhões em processos indenizatórios, que são ilegais, por mais diferentes prestações de serviços. Além disso, e o que é considerado grave por essa CPI, foi escolhida para atuar mesmo sem ter qualquer histórico de atuação anterior nas áreas nas quais atende o governo hoje. O direcionamento, assim como nos outros casos, é alvo de nossa análise”, afirmou Péricles.

Ainda de acordo com a CPI da Saúde, Sérgio Chalub também já foi dono de empresa que apresentou à prefeitura de município do interior atestado falso. Durante depoimento, membros da CPI apresentaram documento da Prefeitura Municipal de Itacoatiara que considerava falso o atestado de capacidade técnica apresentado por outra empresa – também no nome de Sérgio Chalub – em proposta para concorrência em processo de licitação daquele município.

“Anexar um documento falso, principalmente no que diz respeito à capacidade de prestar serviços, é crime grave. Hoje o proprietário alegou que a empresa citada, que também era dele, não está mais sobre sua gerência, mas segue herdando milhões sem ao menos o dono estar na cidade. Mais uma linha que investigaremos”, afirmou Péricles.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que todos os questionamentos serão respondidos no âmbito da CPI. “Ainda assim, a Susam reforça que todos os contratos de prestação de serviço e compra de equipamentos e insumos, realizados no âmbito da Saúde, estão sob revisão da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da secretaria”, disse, em nota.

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