‘Me excedi e fui injusta’, diz Joana Darc sobre denúncia de venda de voto na eleição da Aleam

‘Me excedi e fui injusta’, diz Joana Darc sobre denúncia de venda de voto na eleição da Aleam

‘Me excedi e fui injusta’, diz Joana Darc sobre denúncia de venda de voto na eleição da Aleam

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A deputada Joana Darc (PL), que está de licença maternidade, esteve na manhã desta quarta-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e subiu à tribuna para pedir desculpas aos parlamentares por ter afirmado, durante a votação da nova Mesa Diretora do Poder em dezembro do ano passado, que o atual presidente, Roberto Cidade (PV), comprou, por R$ 200 mil, os 16 votos que recebeu dos demais deputados.

”Hoje eu estou solicitando a suspensão da minha licença-maternidade. O motivo de eu vir hoje a essa tribuna é pra esclarecer aos colegas e a toda sociedade do fato que aconteceu aqui, onde eu fiz uma denúncia em que eu me manifestei nominalmente ao presidente Roberto Cidade, sobre uma suposta compra de votos. Não tive a oportunidade de pedir desculpas, e pedir que se retire dos anais da Aleam as palavras que eu coloquei aqui dessa tribuna de forma injusta e leviana. Não quero que ninguém passe pano nas minhas atitudes, mas sou ser humano e aprende com seus erros”, afirmou Joana.

Joana Darc é alvo de processo disciplinar com pedido de cassação do mandato por conta deste acusação. O processo encontra-se no Conselho de Ética da Assembleia, que espera o retorno da parlamentar da licença maternidade para ter seguimento.

Acusações

Em dezembro de 2020, a líder da base governista acusou no dia da escolha de Roberto Cidade como novo presidente da Aleam, de compra indevida de votos para sua eleição. Diversos parlamentes se manifestaram contra a denúncia feita pela deputada, já que não foram apresentadas provas concretas sobre a acusação.

Logo após o episódio a Executiva Estadual do Podemos no Amazonas, através do seu presidente, deputado estadual Wilker Barreto, protocolou na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa do Amazonas (CEP-ALE), um pedido de cassação do mandato da deputada Joana Darc (PL) por quebra de decoro parlamentar.

Licença

Pela primeira vez na história da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), uma parlamentar solicita o direito à licença maternidade. Mesmo com a licença-maternidade sendo um direito constitucional previsto no artigo 7° inciso XVII, da Constituição Federal (aplicável aos servidores públicos por força do disposto no art. 39, § 3º, da CF), que garante à empregada gestante o direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário, Joana Darc precisou propor a regulamentação da licença-maternidade e paternidade na Casa Legislativa, uma vez que o regimento interno Aleam não especificava as diretrizes sobre o assunto.

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