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Menezes comenta saída de Ramos: ‘No PL não há lugar para comunista’

Menezes comenta saída de Ramos: ‘No PL não há lugar para comunista’

Alfredo Menezes (sem partido), foi às redes sociais comentar a saída nesta terça-feira (7), de Marcelo Ramos do PL. Por meio de sua conta do instagram, o pré-candidato ao Senado afirmou que o vice-presidente da Câmara dos Deputados “já vai tarde” da sigla, e que não há espaço para “comunista” no partido, que pretende se filiar, já que seguirá os passos do presidente da República.

“Se tiver vergonha na cara vai se assumir comunista e deixar de enganar o povo do Amazonas querendo ser liberal. Duvido muito que se reeleja. No PL não há lugar para comunista. Selva!”, escreveu Menezes.

Alfredo Menezes e Marcelo Ramos já possuem um histórico de troca de farpas desde que Ramos se tornou crítico do governo Jair Bolsonaro, e Menezes é apoiador ferrenho do presidente, além de amigo pessoal. Tanto, que Alfredo Menezes será o candidato ao Senado do presidente no Amazonas.

Saída amigável

Marcelo Ramos anunciou ontem (7), que recebeu autorização, em carta do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para deixar o partido sem medo de ter o mandato buscado na Justiça pela sigla por infidelidade partidária. No texto, Costa Neto também se compromete a manter o apoio para que ele continue na vice-presidência da Casa.

Pelo acordo, Ramos continuará formalmente filiado ao partido que hoje comporta o presidente Jair Bolsonaro, no entanto, não mais representará a legenda em atividades na Câmara, como faz em orientação de liderança em sessões da Câmara, por exemplo.

Histórico

O atual liberal passou a maior parte da carreira política sob as fileiras comunistas. O então estudante se filiou ao PCdoB em 1993, com 20 anos, A carreira política de Ramos começou ao se candidatar a vereador de Manaus pela primeira vez em 2000 como membro do PCdoB. Esteve em movimentos estudantis ao lado de Orlando Silva (PCdoB-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ). Saiu do partido em 2010 e ingressou no também esquerdista PSB. Ali permaneceu até 2016, quando mudou a bandeira política e entrou no PL. Na esteira da bandeira comunista, teve carreira de advogado — com passagens na área sindical, a experiência o ajudou a entender as nuances de negociações e ter rigor técnico em matérias legislativas.

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