Você está visualizando atualmente MPE-AM recomenda ações preventivas contra a seca em município do Amazonas

MPE-AM recomenda ações preventivas contra a seca em município do Amazonas

MPE-AM recomenda ações preventivas contra a seca em município do Amazonas

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) emitiu recomendações à prefeitura de Benjamin Constant visando a adoção de medidas preventivas que possam mitigar possíveis danos da estiagem à população do município.

Para este ano, a expectativa é de que a vazante dos rios no estado será mais severa que a histórica ocorrida em 2023.

Entre as recomendações propostas pelo MPE-AM estão a convocação do gabinete de gestão institucional para discutir a ativação precoce do plano de contingência para a estiagem deste ano.

Foi solicitado também o levantamento dos preços de itens essenciais junto aos comerciantes locais, visando evitar práticas abusivas durante uma futura crise.

Outras medidas incluem campanhas de conscientização da população sobre os impactos da estiagem, incentivo fiscal aos comerciantes para estocagem de água e alimentos, ações educativas, plano de saúde e que o município assegure o fornecimento contínuo de água e merenda nas escolas durante todo o período de seca.

De acordo com o promotor de Justiça da comarca de Benjamin Constant, Alison Almeida Santos, foi dado um prazo até o dia 1º de julho para que a instituição informe as medidas adotadas.

À Rede Amazônica, o prefeito de Benjamin Constant, Davi Bermeguy, informou que as recomendações serão atendidas.

Cenário no Amazonas

O Amazonas se prepara para enfrentar o que, segundo especialistas, promete ser a pior seca da história. A expectativa é que a vazante dos rios este ano supere a marca histórica de 2023, quando o nível do Rio Negro, em Manaus, atingiu 13,59 metros. A menos de duas semanas para a Amazônia entrar no período seco, o cenário em todo o estado já preocupa.

No município de Itacoatiara, o Rio Amazonas deu início à sua vazante após atingir o pico da enchente no dia 10 de junho, quando a cota chegou a 12,35 metros, acordo com a Defesa Civil Municipal.

Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), o nível do rio vem recuando gradativamente desde o dia 16 de junho, após seis dias estagnado. Na sexta-feira (21), o rio atingiu a cota de 12,25 metros.

Em Tabatinga, a descida do Rio Solimões começa a dificultar a vida de quem trabalha no porto da cidade. Entre os dias 16 e 17 de junho, o nível do rio baixou 26 centímetros. Até o início do mês o local estava coberto pela água, hoje está totalmente seco.

Em Humaitá, o Rio Madeira atingiu a cota de 13,46 metros, três metros a menos que o registrado no mesmo período em 2023. A vazante já traz dificuldades para profissionais de saúde que atendem os ribeirinhos da região. Para fazer o atendimento, é preciso percorrer três quilômetros a pé, onde a embarcação não chega mais.

Fonte: G1 Amazonas

Deixe um comentário