Plínio lamenta a decisão favorável ao MPF que impede o início das obras no ‘trecho do meio’ da BR-319 

Plínio lamenta a decisão favorável ao MPF que impede o início das obras no ‘trecho do meio’ da BR-319 

Plínio lamenta a decisão favorável ao MPF que impede o início das obras no ‘trecho do meio’ da BR-319

A antiga luta dos amazonenses pelo fim do isolamento de Manaus por terra com o resto do País recebeu um duro golpe com a decisão favorável a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), ampliando o chamado “trecho do meio”, da rodovia BR-319 , o que impedirá as obras já em processo de licitação pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

O senador Plínio Valério (PSDB), considerou a decisão “um cruzado no queixo” dos amazonenses e anunciou que irá procurar todos os recursos possíveis para garantir a continuidade do projeto de recuperação da BR-319, para pôr fim ao isolamento dos manauaras por terra, com qualquer parte do País.

“O MPF, sabe-se lá porque, ampliou o chamado “ trecho do meio” da BR-319, que iniciava no km 250 e agora passar a iniciar no km 177,8, exatamente o trecho que já estava licitado para início das obras. Uma coincidência que me intriga . A luta de todos nós, amazônidas, é antiga e quando estamos avançando em ter o nosso direito de ir e vir respeitado, o MPF aplica um cruzado no queixo. Mas não vamos desistir. Não vamos á lona”, reagiu Plínio Valério.

No ano passado , depois de muita cobrança ao governo federal, o Dnit começou a licitar a contratação dos projetos para início das obras nos trechos não embargados. Agora o MPF derrubou também essa medida, ampliando o trecho embargado para impedir o início das obras tão sonhadas para o transporte de alimentos, remédios, moradores da região e empresários.

“No auge do caos hospitalar e funerário em Manaus, quando os mortos foram enterrados em valas, o governo e funerárias levaram 11 dias para fazer chegar caixões em Manaus, por falta da estrada. O Mundo ficou perplexo com as imagens chocantes. Mas isso não foi suficiente para sensibilizar o Ministério Público Federal da necessidade de acabar com o isolamento dos amazonenses que enfrentam dificuldades gigantescas para se locomover em casos de doença ou de avanços no transporte de alimentos ou bens produzidos no Estado”, lamentou Plínio Valério.

Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio de Lima Choy, explica que a Ação Civil Pública do MPF transitada em julgado exige Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) também para o trecho C. Vai do KM-177 ao KM-250, que já estava licitado e pronto para ser asfaltado.

“O que seria uma realidade, a partir deste ano, qual seja, o início das obras de restauração do Segmento C, ainda em 2020 (trecho entre os quilômetros 199 e 250, pois o trecho do 177,8 Km ao 199 Km está incluso em outro contrato), como anunciado pelo Ministro da Infraestrutura, volta a ser um “sonho” distante de concretizar-se. Além disso, houve, nas “entrelinhas” uma verdadeira ampliação do chamado Trecho do Meio, que antes iniciava no Km 250 até o Km 655,70, agora “iniciará” a partir do Km 177,8”, diz a nota da OAB/AM.

Choy aponta a incoerência nos posicionamentos do Ministério Público Federal ao embargar o trecho que começaria a ser recuperado, uma vez que foi um dos signatários da “Carta Aberta sobre a Repavimentação da BR-319 “, assinada em 8 de julho de 2019, nas dependências da Câmara Municipal do Careiro-Castanho.

“O próprio MPF subscreveu a elaboração do documento intitulado ‘Carta Aberta sobre a Repavimentação da BR-319’, assinada em 8 de julho de 2019, nas dependências da Câmara Municipal do Careiro-Castanho”, diz Aurélio Choy na nota em que anuncia a retirada da OAB-AM do Fórum Permanente de Discussões sobre o Processo de Restauração da Rodovia BR-319.

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