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Políticos do AM reagem contra a decisão do governo federal sobre ZFM

Políticos do AM reagem contra a decisão do governo federal sobre ZFM

A decisão anunciada na última quarta-feira (15), pelo governo federal, que vai reduzir progressivamente a alíquota do IPI sobre concentrado de refrigerantes de 8% para 4% no transcorrer de 3 anos, gerou uma reação em cadeia dos políticos do Amazonas, já que põe em risco o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus (ZFM). É o que afirma a nota distribuída em conjunto pelo Governo do Amazonas e toda a bancada federal, três senadores e oito deputados federais.

“Nesse sentido, a diminuição da alíquota do IPI eliminará a competitividade do polo de concentrados e, provavelmente, as empresas do setor se deslocarão, não para outras unidades da Federação, mas para outros países, como ocorreu quando da saída da Pepsi-Cola em 2019”, diz trecho da nota conjunta.

A Zona Franca tem por objetivo compensar ou reduzir as desvantagens locais da região promovendo o desenvolvimento e a sua integração socioeconômica às demais regiões do país através de incentivos fiscais. Além disso, vale ressaltar que essa atividade econômica propiciada pela ZFM contribui de forma relevante para manutenção e preservação da maior floresta tropical do planeta, patrimônio nacional.

Na opinião do prefeito Arthur Virgílio, o governo federal precisa entender que tem que tratar a Zona Franca com todo o respeito e dar a devida atenção à região mais importante do Brasil.

“Estamos precisando de dinheiro para pesquisas em cima da biodiversidade, necessitamos de investimentos em portos, hidrovias, internet, em telefonia celular, formação de mão de obra, inovação e investimentos em novos polos, mas tirar incentivos não. Não façam isso. Só mexam aqui se for para melhorar”, afirmou Arthur.

Hoje, a ZFM conta com 600 empresas instaladas, gerando cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos, e essas medidas causam insegurança jurídica e afastam novas empresas.

O desafio maior para bancada do Amazonas é unir todas as forças políticas do estado, para juntos pressionarem o presidente da República a reavaliar essa redução e manter o IPI no nível mínimo de 8%, a fim de garantir a sobrevivência das empresas instaladas na ZFM.

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