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Prefeitos do interior destacam apoio do Governo do Amazonas no combate às doenças transmitidas por vetores

Prefeitos do interior destacam apoio do Governo do Amazonas no combate às doenças transmitidas por vetores

Prefeitos do interior do Amazonas destacaram a importância do apoio do Governo do Amazonas no combate às doenças transmitidas por vetores, como dengue, febre oropouche e malária. Na quarta-feira (6), o governador Wilson Lima entregou veículos e equipamentos pulverizadores para 20 municípios. O investimento de aproximadamente R$ 5 milhões vai fortalecer as ações de vigilância e controle dessas enfermidades, além de ampliar a capacidade de resposta em áreas de difícil acesso.

O prefeito de Tefé, Nicson Marreira, disse que enxerga o compromisso do Governo em garantir recursos e suporte adequados para enfrentar os desafios epidemiológicos na região. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), a cidade registra atualmente 779 casos notificados de arboviroses (dengue, zika, febre de chikungunya, febre do Oropouche e febre do Mayaro).

“Com certeza esse investimento que o governo vem fazendo no interior do estado do Amazonas e aqui na capital, vai ser de grande importância. Essa logística que a gente enfrenta no interior, com esse veículo vai ser importante; e a gente vai atender nossa população. Vamos enfrentar com equipamentos e isso vai melhorar a vida do povo. Na época da estiagem, da cheia, a todo momento o governador tem sido parceiro do nosso município”, destacou o prefeito Nicson.

O município de Iranduba também foi contemplado com o investimento. O prefeito da cidade, Augusto Ferraz, enfatizou o momento de cooperação para promover o bem-estar da população.

“Agradeço ao governador por estender essa oportunidade da gente, lá na ponta, estancar a proliferação desses vírus, junto com a FVS, que está incumbida de estancar esses vírus lá na ponta. Essa ferramenta que hoje o governo está entregando para os municípios é de grande importância, de grande relevância para diminuir a proliferação desses vírus”, disse o prefeito Augusto.

Municípios

Os municípios foram contemplados com 20 veículos e 125 pulverizadores, e foram selecionados no primeiro ciclo por critérios de carga de doença em áreas urbanas e rurais, com acesso por via terrestre. Os equipamentos e veículos foram destinados para Apuí, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Boca do Acre, Coari, Canutama, Guajará, Eirunepé, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Tabatinga, Tefé e São Gabriel da Cachoeira.

O trabalho de enfrentamento de endemias tem sido realizado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Cenário no Amazonas

No Amazonas, no período de 1º de janeiro até quinta-feira (29/02), foram notificados 13.186 casos suspeitos de arboviroses, sendo confirmados, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos, 2.232 para dengue, 7 para febre de chikungunya, 10 para zika, especificamente por critério laboratorial, 1.674 casos de febre do Oropouche, 4 casos de febre do Mayaro.

Os dados constam no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). O informe é divulgado semanalmente, às quintas-feiras. Na lista de municípios com maior quantidade de casos notificados para arboviroses: Manaus (5.603), Tefé (779), Manacapuru (690), Lábrea (582), Coari (582), Carauari (554), Iranduba (508), Envira (319), Tonantins (282) e Itacoatiara (217).

No Amazonas, nos primeiros dois meses do ano, foram registrados 5.609 casos de malária em 2024. Nos municípios de São Gabriel da Cachoeira (1.383); Manaus (1.069); Barcelos (393); Carauari (241); Itamarati (215); Coari (190); Humaitá (188); Guajará (177); e Lábrea (154).

Prevenção

A melhor forma de evitar as arboviroses é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação de mosquitos transmissores das doenças. Além dessas medidas, a prevenção contra a Febre Oropouche envolve, ainda, evitar entrar em locais de mata e beira de rios (principalmente entre 9 e 16 horas), limpeza de quintais, evitando o acúmulo de matéria orgânica e, quando possível, recomenda-se o uso de repelentes.

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