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Presidente da Potássio do Brasil apresenta Projeto Potássio Autazes em Fórum no Amazonas

Presidente da Potássio do Brasil apresenta Projeto Potássio Autazes em Fórum no Amazonas

O presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, palestrou sobre o projeto de mineração da empresa no Amazonas, nesta terça-feira (21), no Fórum Permanente de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedecti), e apresentou, no Painel “Mineração, Óleo e Gás – Avanços e Desafios”, o Projeto Potássio Autazes como um dos modelos de desenvolvimento futuro para o Estado do Amazonas.

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O Painel “Mineração, Óleo e Gás” foi moderado pelo superintendente do Serviço Geológico do Brasil/CPRM no Amazonas, Marcelo Motta e também recebeu os conferencistas Damiam Papolo, da Empresa Eneva, que falou da produção de gás e fertilizantes nitrogenados no Amazonas; o diretor técnico e comercial da Cigás, Clóvis Correa Júnior, que tratou da distribuição de gás no estado e o professor da Universidade do Estado do Amazonas, Sérgio Duvoisin Júnior que desenvolveu o tema recursos hídricos no Amazonas.

De acordo com o presidente da Potássio, o Projeto Potássio Autazes, que será implantado no município de Autazes, à 120km de Manaus, vai gerar 2,6 mil empregos diretos anualmente, durante as obras de implantação. Depois, na fase de operação da fábrica de Cloreto de Potássio extraído do solo de Autazes serão gerados 1,3 mil empregos diretos. “Segundo a Fiesp, para cada emprego direto, 12 a 13 empregos indiretos são gerados, o que podemos somar uma média de 17 mil empregos indiretos gerados na fase de operação. O transporte do fertilizante produzido, o Cloreto de Potássio, será por barcaças e o mercado consumidor natural é o Mato Grosso, que sozinho consome mais de 4,5 milhões de toneladas por ano deste fertilizante”, afirmou Espeschit, acrescentando que o Cloreto de Potássio é um dos insumos mais importantes para indústria de fertilizantes do agronegócio no país e no mundo.

Adriano Espeschit lembrou que, hoje, o Brasil é 95% dependente da importação do Cloreto de Potássio . E que o Brasil só tem uma mina em operação, que fica em Rosário do Catete, no estado de Sergipe. “E essa mina está em fase de fechamento. Nos próximos cinco anos, ela provavelmente vai encerrar as operações. Aí o Brasil vai passar a ser 100% dependente da importação de Cloreto de Potássio de países como Canadá, Rússia, Alemanha, Israel, entre outros”, disse.

A mina do Projeto Potássio Autazes não causará nenhum desmatamento, pois será implantada em área já anteriormente desmatada, segundo Adriano Espeschit. Ele esclareceu que toda a operação de extração também será realizada utilizando o método de câmaras e pilares, que consiste na perfuração de poços que chegam a 800 metros de profundidade no subsolo. Trazido para superfície, o mineral Silvinita é desmembrado em Cloreto de Potássio (fertilizante) e Cloreto de Sódio (sal de cozinha). O fertilizante de Potássio será distribuído para o país por meio do transporte em barcaças. Já o Cloreto de Sódio será devolvido à mina no subsolo.

“O projeto em si é uma mina subterrânea. O minério está a 800 metros de profundidade. A gente traz esse minério para a superfície e separa o Cloreto de Potássio de outros materiais. Vamos construir uma estrada de cerca de doze quilômetros, por onde levaremos o produto até o porto e, daí, vamos transportar o produto em barcaças que já são utilizadas, hoje, nas hidrovias da Amazônia. Serão 2,4 milhões de toneladas por ano de um mercado de algo em torno de 12 milhões de toneladas. Vamos ser responsáveis por cerca de 20%”, afirmou.

Outro ponto de desenvolvimento apontado por Espeschit é que o Projeto Potássio Autazes precisará de energia elétrica para sua operação. Para isso, a previsão é fazer uma linha de transmissão a partir do Linhão de Tucuruí até Autazes, beneficiando toda a região com energia elétrica e, consequentemente, fibra ótica. “Nós vamos precisar usar energia e vamos puxar a energia do Linhão de Tucuruí. O ponto mais próximo é a subestação de Silves. São cerca de 165 quilômetros. Detalhe: Nós vamos passar perto de cidades que hoje queimam diesel para gerar sua energia. Mais um benefício”, disse.

SUSTENTABILIDADE

O Projeto Potássio Autazes também zela pelo meio ambiente e a sustentabilidade e tem mais de 30 projetos socioeconômico e ambientais, com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em implantação e previstos para serem implantados por todo o período de vida do empreendimento e mesmo após o fim da operação.

São ações que apoiarão as vocações e potencialidades econômicas locais e incentivarão a introdução de novos empreendimentos, aproximando a cultura e os saberes tradicionais e o conhecimento técnico-científico. Assim, por meio de parcerias com entidades públicas, como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também presente no Painel, entidades privadas e sociais, serão implementados programas e projetos visando promover o crescimento econômico, o desenvolvimento social, o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, a exemplo do viveiro de mudas implantando na Vila de Urucurituba e que já possui mais de 20 mil mudas doadas pela Potássio do Brasil.

Atualmente, o Projeto Potássio Autazes está em fase de licenciamento ambiental. Já possui a Licença Prévia (LP), e aguarda a Licença de Instalação (LI) uma vez que a consulta ao povo indígena Mura de Autazes e Careiro da Várzea foi deflagrada desde 2019, fruto de um acordo judicial entre a empresa e o Povo Mura, na Justiça Federal. A empresa mantém-se aberta ao diálogo com a sociedade para mostrar como o Projeto Potássio Autazes pode ser um dos modelos futuros de desenvolvimento do estado do Amazonas.

“Nós estamos com projeto pronto para ser implantado assim que a gente tiver o avanço do licenciamento ambiental do Projeto Potássio Autazes. Isso é fundamental para o município de Autazes, para o estado e para o país. Viemos para ficar e dar nossa contribuição”, disse Adriano Espeschit.

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