Ribeirinhos terão pagamento para manter floresta em pé, explica deputado Pablo

Ribeirinhos terão pagamento para manter floresta em pé, explica deputado Pablo

Ribeirinhos terão pagamento para manter floresta em pé, explica deputado Pablo

Os produtores rurais, comunidades ribeirinhas, indígenas e outros grupos que ajudam a manter a floresta e o meio ambiente preservados poderão ser compensados pelo governo Federal. A ideia é pagar a estes grupos para continuar defendendo o ecossistema, entre eles o da Amazônia.

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A proposta faz parte da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, cujo projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados. O próximo passo é ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo (PSL), participou da votação do projeto, que foi aprovado por 298 votos a 2.

Segundo o deputado, quando o projeto virar lei, as famílias de agricultores e ribeirinhos terão direito a receber um pagamento do governo federal.

A ideia é incentivar as comunidades ribeirinhas a continuar defendendo a floresta, bem como levar dignidade aos trabalhadores que vivem afastados dos centros urbanos.

“Queremos incentivar os produtores rurais e comunidades ribeirinhas a preservarem o meio ambiente”, afirmou Pablo. “São os verdadeiros defensores da floresta. Eles vivem há décadas sem qualquer apoio do governo. Chegou a hora de acabar com essa injustiça”, defendeu.

De acordo com o projeto, o governo Federal criará um programa de pagamento para beneficiar os ribeirinhos, agricultores e comunidades indígenas. O valor que cada trabalhador terá direito ainda não foi definido.

Pablo explica que para participar, os interessados devem assinar um contrato, cumprir as ações definidas pelo programa, comprovar uso ou ocupação do imóvel rural e, para os particulares, inscrever-se no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

As exigências são fundamentais para combater fraudes ao novo programa.

“Para ter acesso ao pagamento, os ribeirinhos e demais trabalhadores rurais terão que comprovar a preservação da área onde vivem e trabalham”, acrescentou Pablo.

As atividades serão monitoradas pelo Ministério do Meio Ambiente, que em junho deste ano criou programa Floresta+, que vai destinar R$ 500 milhões para trabalhadores e empresas que auxiliam na preservação das florestas brasileiras.

“Será o maior programa de pagamento por serviços ambientais do mundo. Vamos remunerar quem realmente preserva. Assim, vamos diminuir a pobreza das pessoas que moram no meio da floresta”, completou Pablo.

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