Servidor é preso por ajudar donos de bares a burlar decreto do lockdown em Manaus

Servidor é preso por ajudar donos de bares a burlar decreto do lockdown em Manaus

Servidor é preso por ajudar donos de bares a burlar decreto do lockdown em Manaus

Um servidor público lotado no Gabinete de Gestão Integrada da Prefeitura de Manaus foi preso por repassar informações a empresários proprietários de bares em Manaus que promovem festas clandestinas. José Renato Guedes de Matos, 47, participava das fiscalizações de cumprimento do decreto governamental e avisava seu filho, José Renato Ferreira de Matos, 23, em quais pontos da cidade os policiais estavam passando.

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O filho repassava as informações aos donos de bares e empresários, em troca de dinheiro. José Renato Ferreira está foragido. A Justiça concedeu mandados de prisão contra pai e filho, que foram cumpridos parcialmente nesta quarta-feira (3) porque só o pai foi encontrado.

“Ele informava aos bares que estavam abertos que (a fiscalização) iria naquela região. Diante disso, a pessoa fechava a porta da frente e burlava o que o decreto determina”, disse a delegada Geral, Emília Ferraz.

Além de passar as informações, o servidor ainda enganava empresários ao prometer que impediria a fiscalização nas festas clandestinas organizadas por eles, mesmo eventos que não eram alvo da polícia.

“Ele ia com o empresário dizendo que tiraria o nome da festa da lista (de fiscalização), sendo que a festa não estava na lista”, disse o delegado Guilherme Torres, da Delegacia de Combate à Corrupção.

O servidor foi indiciado pelo crime de peculato, corrupção passiva e violação de sigilo.

Os empresários que participavam do esquema também estão sendo investigados e devem responder por corrupção ativa.

“Ele repassava as informações e onde tinham festas clandestinas elas já se dissolviam. A gente chegava no local muitas vezes e já estava fechado e ele constantemente extorquia”, disse Torres.

Torres informou que o caso foi isolado e a investigação não aponta outros servidores envolvidos. A operação ganhou o nome de ‘Iscariotes’, em alusão ao discípulo que teria traído Jesus, conforme história bíblica.

Fonte: Amazonas Atual 

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