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Vereador diz que STF pratica preconceito religioso

Vereador diz que STF pratica preconceito religioso

Durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus, nessa quarta-feira (14), o vereador Raiff Matos (DC) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar inconstitucional a lei estadual que obriga escolas e bibliotecas a manterem ao menos um exemplar da Bíblia em seus acervos.

“Avalio, pessoalmente, que o posicionamento do STF é desrespeitoso e equivocado. Estamos em um país onde 90% da população se diz cristã, conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, criticou Matos.

De acordo com o parlamentar, a Bíblia é o livro mais vendido no mundo, ocupando o lugar no ranking há 50 anos e que, conforme dados da Sociedade Bíblica do Brasil, estima-se que mais de 3,9 milhões de exemplares já foram vendidos no mundo.

“A Bíblia tem conteúdo histórico, geográfico e cultural que não pode ficar fora das escolas e bibliotecas em razão de preconceito religioso. Tirá-la é como tirar uma Odisseia de Homero, uma Eneida de Virgílio ou um Dom Quixote de Miguel de Cervantes. Serão incompletas”, comparou o vereador.

Ele defende que retirar a Bíblia das escolas é um equívoco, visto que ela relata a origem do povo judeu e a ciência vem confirmando fatos presentes nela. Além disso, os princípios e fundamentos são usados como base para diversas leis ao redor do mundo.

Segundo ele, os ministros reforçam um Estado laicista, que adota uma postura antirreligiosa e vê a religião como algo pejorativo. Raiff afirmou que concorda com o Estado Laico onde assuntos de Estados e fé não se misturam.

Lei inconstitucional 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, ser inconstitucional a lei estadual que obriga escolas e bibliotecas a manterem ao menos um exemplar da Bíblia em seus acervos.

O julgamento foi realizado em plenário virtual, com a Sessão que se encerrou às 23h59 de segunda-feira (12). A ação direta de inconstitucionalidade foi aberta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015.

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