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Vereadora denuncia prefeito por “situação de emergência” em Parintins

Vereadora denuncia prefeito por “situação de emergência” em Parintins

Ontem (14) o prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSDB) decretou “situação de emergência” pelo prazo de 90 dias no município, podendo ser prorrogado até completar o máximo de 180 dias, por conta de uma erosão e da rachadura no muro de contenção da orla de Parintins, que vem colocando em risco a vida de pessoas que moram próximo.

A erosão afeta as áreas do Porto de Parintins até o Matadouro municipal; trecho do Comunas Bar até o início da Rua Senador Álvaro Maia; trecho da Escadaria da Praça São Benedito até a Cidade Garantido), e em consequência o trincamento dos muros de contenção existentes na parte frontal da orla de Parintins, no trecho entre a Rua Caetano Prestes até a Rua Senador Álvaro Maia.

Posteriormente ao ocorrido do desmoronamento na orla, a prefeitura já havia decretado estado de emergência em razão da subida de nível do Rio Amazonas e tinha mobilizado todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Condec).

De acordo com o prefeito Bi Garcia, o município está trabalhando na arrecadação de recursos oriundos do Governo Federal e Governo do Estado para a construção do muro de contenção nos trechos onde não existe mais a estrutura. E o valor total da obra está avaliada em R$ 2.3 milhões e que serão injetados recursos municipais e estaduais na ação.

“Nós começamos os trabalhos com recursos próprios da Prefeitura. Devemos assinar convênio na próxima semana com o governador Wilson Lima para fazer todo o trecho do Comunas e fazer a reforma da praça”, garantiu Bi Garcia, ao portal Manaos.

Após o prefeito decretar a situação de emergência, a vereadora Nêga Alencar (PSD) criticou o prefeito Bi Garcia que anunciou o início da obra com recursos públicos da Prefeitura, e uma semana depois resolveu tirar foto de uma erosão iniciada em 2009 para decretar estado de emergência.

“Um decreto de emergência em pleno período pré-eleitoral, apesar de ser legal, é imoral, uma vez que primeiro se iniciou a obra na orla da frente da cidade para depois se decretar estado de emergência”, disse.

A vereadora também denunciou o ato do prefeito de dispensar licitação para a obra, uma vez que favorece principalmente os amigos do prefeito que são empresários do ramo de construção.

“É inadmissível que em ano eleitoral o prefeito inicie uma obra sem se ter, pelo menos, realizado uma licitação para o serviço, em um problema que ele (prefeito) tem sua colaboração por estar há 26 anos no poder e até hoje não tomou nenhum posicionamento concreto para solucionar em definitivo o problema da orla da cidade”, afirmou  a vereadora Nêga Alencar que disse que a obra não tem placa de identificação, não tem especificando o valor investido, a empresa responsável e nem o prazo de início e fim do serviço.

Confira abaixo a publicação do decreto municipal

 

*Com dados do portal Manaos

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