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Artigo | Depois da Lei do Gás, é hora de explorar o Potássio

Artigo | Depois da Lei do Gás, é hora de explorar o Potássio

Por Fausto Jr.

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Ao longo de vários anos, o Amazonas discute uma alternativa econômica capaz de gerar empregos, renda e desenvolvimento ao Estado. A ideia tem sido encontrar uma fonte poderosa de recursos capaz de auxiliar a Zona Franca de Manaus a manter o Amazonas forte e independente.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas, demos o primeiro passo aprovando a Lei do Gás, que vai gerar investimentos de R$ 4 bilhões no Amazonas e 20 mil empregos para aproximadamente 20 municípios do interior.

Agora, precisamos avançar na exploração mineral de maneira sustentável. Minha prioridade, enquanto parlamentar e amazonense, é o desenvolvimento da cadeia produtiva de fertilizantes no Amazonas, com a extração do potássio — cujo mineral é usado em todo mundo como principal matéria-prima para a produção do fertilizante —, capaz de impulsionar a produção agrícola no Brasil e garantir que não haja desabastecimento e aumento no preço dos alimentos em 2022.

Pouca gente sabe, mas no Amazonas existe a maior reserva de potássio do mundo, com mais de 200 milhões de toneladas. É uma riqueza calculada em mais de R$ 900 bilhões, que pode ser usada na produção de fertilizantes no Brasil e exportada para dezenas de países.

Nossa reserva de potássio encontra-se nos municípios de Autazes, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Silves, Nhamundá, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã, que há décadas enfrentam dificuldades para a exploração do mineral.

Questões burocráticas e interesses questionáveis impedem que empresas com certificação ambiental atuem nestes municípios, como é o caso da empresa Potássio do Brasil, que há dez anos luta para iniciar a exploração de potássio em Autazes.

Com investimento superior a R$ 10 bilhões e a geração de cinco mil empregos, a empresa está paralisada e não consegue levar desenvolvimento ao interior do Amazonas, por questões burocráticas ambientais.

Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil consome todos os anos 10,45 milhões de toneladas de fertilizante à base de potássio. Cerca de 95% do material é importado de países como Canadá, China, Alemanha e Israel, fazendo com que sejam gastos uma média de R$ 40 bilhões com a importação de fertilizante.

Se as reservas do Amazonas fossem utilizadas, poderíamos abastecer mais de 50% do consumo nacional de potássio em um curto espaço de tempo.
Numa conta rápida, isso significa que o Amazonas poderia arrecadar R$ 10 bilhões por ano em impostos com a venda de fertilizante, se tornando a tão sonhada alternativa econômica que o nosso estado precisa há décadas.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro alertou o País sobre a falta de fertilizantes no mercado internacional. A falta será causada a partir de 2022 porque a China, um dos maiores produtores mundiais de potássio, vai reduzir sua produção.

Com menos fertilizantes, a agricultura brasileira produzirá menos alimentos, e é importante salientar que somos um dos países que mais produz frutas, verduras, cereais, carnes e outros alimentos consumidos no mundo.

Com menos fertilizantes, teremos uma redução na oferta de alimentos, que ficarão mais caros e, como consequência, levarão à fome milhões de pessoas.

A exploração do potássio amazonense é, portanto, uma solução não apenas para o Amazonas, mas também para o Brasil e o mundo.

Tenho lutado para destravar junto aos órgãos ambientais dos governos Federal e Estadual a extração do mineral no solo amazonense, em caráter de urgência.

É uma luta árdua, que exige determinação e articulação política para obtermos o sucesso. Hoje luto como deputado estadual, amanhã quero continuar essa e outras lutas em Brasília, como deputado federal, buscando soluções para o país e desenvolvimento para o estado do Amazonas.

Não vamos desistir até que essa proposta torne-se realidade.

Sobre o autor

É deputado estadual do Amazonas, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e é líder do MDB na Assembleia Legislativa. Foi relator da CPI da Saúde no Amazonas.

Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião do Direto ao Ponto.

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