Artigo | Expectativas e perspectivas para 2022

Artigo | Expectativas e perspectivas para 2022

Artigo | Expectativas e perspectivas para 2022

Por Arthur Virgílio Neto

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A economia vive de expectativa, não é uma ciência exata, ela depende de como irá se comportar uma série de outros fatores, inclusive políticos, e esse é um dos motivos – se não o principal – do nosso país apresentar expectativas ainda mais duras e tristes para 2022. Além da pandemia de Covid-19, vivemos o desgoverno econômico, a níveis nunca vistos desde a criação do Plano Real: inflação crescente, desemprego e a fome que chega a cerca de 20 milhões de brasileiros e brasileiras. É um quadro desolador.

Todavia, meu lado cristão me faz manter perspectivas de dias melhores. Acredito que podemos, todos nós, mudar este cenário, colocar de novo o Brasil nos rumos do equilíbrio fiscal, do crescimento econômico e do desenvolvimento social. Tenho certeza de que é possível fazer muito por este país e seus cidadãos, a partir de medidas acertadas na economia e, claro, na política, pois elas caminham lado a lado. Não se precisaria furar o teto de gastos para pagar o auxílio emergencial, bastaria acabar com essa imoralidade de orçamento secreto e tantos outros projetos escusos. Para levar comida à mesa das pessoas é preciso emancipá-las, apostar de verdade na educação de qualidade, na capacitação, é preciso gerar oportunidades e não criar clientela política.

Meu desejo para 2022 é de um Brasil forte, respeitado e que nos dê orgulho. Teremos a chance de mudar nossa própria história com as eleições do próximo ano e que exerçamos nosso direito de votar com sabedoria, com coragem e, acima de tudo, com muita fé. Chega da política do ódio, do nós contra eles, do fanatismo. É tempo de união e sobriedade em torno de um novo projeto de país, onde haja mais respeito, mais amor e irmandade entre as pessoas e onde o presidente nos lidere para a prosperidade que, como defendo ao longo da minha vida pública, passa pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Aproveitemos, enfim, este momento de compaixão, fraternidade e, sobretudo, do renovar de esperanças que o Ano Novo nos traz, para fazermos o melhor pelo nosso país. Peço que Deus ilumine a mente dos governantes, que proteja efetivamente o nosso povo tão sofrido e que consigamos encontrar um caminho que nos leve do momento atual, de desespero para tanta gente, ao tempo em que as pessoas terão emprego, comida na mesa, trabalho, segurança e muita paz. É o que eu desejo de coração.

Sobre o autor

É diretor do Núcleo de Educação Política e Renovação do Centro Preparatório Jurídico. Foi por 20 anos deputado federal e senador, líder por duas vezes do governo Fernando Henrique, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, líder das oposições no Senado por oito anos seguidos e três vezes prefeito da capital da Amazônia.

Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião do Direto ao Ponto.

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