Artigo | Não, o Brasil não é vilão na questão ambiental

Artigo | Não, o Brasil não é vilão na questão ambiental

Artigo | Não, o Brasil não é vilão na questão ambiental

Por Capitão Alberto Neto

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De forma desonesta, o Brasil vem sendo acusado injustamente nos últimos anos de ser vilão quando o assunto é a preservação do meio ambiente. Infelizmente, essa narrativa mentirosa é fomentada por parte da mídia nacional e difundida mundo afora.

A verdade é que os reais culpados pela situação crítica que o mundo enfrenta hoje em relação às questões ambientais são os países ricos, que nos últimos 200 anos, desde o início da Revolução Industrial, têm lançado toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera, por meio da queima de combustíveis fósseis que alimentam suas indústrias.

E os números provam isso. Nesse período, o Brasil produziu apenas 3% dos gases que estão destruindo nossa camada de ozônio. Já a China, por exemplo, é responsável por 30%, os EUA por 15%, a Europa por 14% e a Índia por 7%.

Mesmo diante deste cenário, o Brasil nunca se isentou de contribuir para solucionar o problema, tanto que é integrante do Acordo de Paris, assinado em 2015. Nesse acordo, inclusive, os países mais abastados ficaram de compensar financeiramente — algo em torno de 100 bilhões de dólares — países pobres e em desenvolvimento, pelos esforços envidados para reduzir a emissão de carbono. Até o hoje o Brasil aguarda essa contrapartida financeira que nunca entrou nos nossos cofres.

O Brasil, portanto, ao contrário do que pessoas mal-intencionadas tentam “vender”, não é descompromissado com as questões ambientais. Isso ficou evidenciado durante a COP 26, em Glasgow, na Escócia, onde o País deu um claro recado ao mundo ao assinar um acordo sobre florestas, que prevê zerar o desmatamento até 2028, e um compromisso de reduzir as emissões de metano em 50% até o ano de 2030.

Além disso, é sempre bom lembrar que 85% da nossa energia é limpa, enquanto grande parte dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm apenas 25%.

Paralelo a isso, nosso País é um dos grandes detentores mundiais de crédito de carbono. Nós temos a maior floresta tropical do mundo, temos boas práticas agrícolas e temos, ainda, uma indústria sustentável de papel e celulose.

Como representante do Amazonas, tenho obrigatoriamente um compromisso com as questões ambientais e recentemente apresentei dois projetos de lei que tratam do assunto.

O primeiro institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável, Manutenção e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (REDD+), que prevê o pagamento por resultados obtidos a partir do esforço para redução das emissões de gases de efeito estufa.

O outro cria o Fundo Amazônia, voltado para o apoio a ações de controle, monitoramento e fiscalização por meio de doações.

Não posso deixar de ressaltar também a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM), que comprovadamente mantém 98% da Floresta Amazônica intacta.

Portanto, sempre que quiserem tachar o Brasil de vilão do meio ambiente, tenham em mente que essa é uma inverdade, que não se sustenta diante dos fatos.

Sobre o autor

É Professor de Matemática, Capitão da Polícia Militar, deputado federal pelo Amazonas e vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião do Direto ao Ponto.

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