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Artigo | Verdades e mentiras sobre a exploração de potássio no Amazonas

Artigo | Verdades e mentiras sobre a exploração de potássio no Amazonas

Por Fausto Jr.

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O canal de notícias GloboNews exibiu hoje uma reportagem sobre a possível falta de fertilizantes para a agricultura mundial, em decorrência da guerra entre a Rússia e Ucrânia, considerando que o maior problema é que 25% do fertilizante usado no Brasil é importado da Rússia.

Isso significa que nos próximos meses pode faltar fertilizante no Brasil, o que afetará a produção de alimentos e, como consequência, aumentará o preço da comida dos brasileiros.

A mesma reportagem da GloboNews diz — de forma equivocada — que o presidente Jair Bolsonaro estaria usando a falta de fertilizantes no mundo para incentivar o “garimpo ilegal em terras indígenas”.
Ainda segundo a reportagem, os garimpeiros teriam a missão de extrair potássio (matéria prima para fabricação de fertilizantes) nas terras onde vivem os índios.

Vamos agora à verdade para destruir essa completa desinformação.

Em primeiro lugar, a extração de potássio é uma atividade que requer investimentos bilionários, pois o mineral encontra-se a mais de um quilômetro de profundidade. É impossível que garimpeiros realizem essa atividade.
Por isso, afirmar que a extração de potássio vai incentivar o garimpo ilegal é uma completa ignorância sobre o assunto ou pura canalhice.

Em segundo lugar, no Amazonas existem duas operações pré-definidas para exploração de potássio: a primeira é encabeçada pela empresa Potássio do Brasil, que atua no município de Autazes e está sob júdice. Em 2021 fui até Autazes conversar com o diretor da empresa, onde — por saber da grande necessidade de exploração do potássio para nosso estado e nosso país — iniciamos eu e eles uma conversa no intuito de destravar a atividade no Amazonas;
A segunda empresa é a própria Petrobras, cujo projeto busca extrair o mineral no município de Nova Olinda do Norte. O problema é que a atividade está paralisada, sem explicações, desde o governo Lula.

O desbloqueio do projeto da Petrobrás é exigido pelo prefeito de Nova Olinda, Adenilson Reis,que é um dos grandes defensores da extrassão de potássio no município.

Há anos defendo de maneira séria e responsável a exploração de potássio no Amazonas, sabendo da sua capacidade de geração de emprego e renda, além do abastecimento de fertilizantes para nosso país. Se somarmos as ações em Autazes e Nova Olinda do Norte, teremos a geração de 20 mil empregos. O número é 20 % do total de vagas de trabalho da Zona Franca de Manaus.

Além disso, ainda de acordo com a Potássio Brasil, a exploração de reservas de potássio encontradas no Amazonas são capazes de abastecer 25% do mercado brasileiro, exatamente a quantidade que importamos da Rússia.

Dessa forma, criar notícias falsas sobre a exploração de potássio no Amazonas não é apenas mais um ataque ao presidente Bolsonaro, mas também um ataque ao futuro da economia do Amazonas.

Não podemos politicar questões estratégicas para a nossa economia. Nossos empregos e nossa qualidade de vida dependem do sucesso da extração mineral no território amazonense.

 

Sobre o autor

É deputado estadual do Amazonas, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e é líder do MDB na Assembleia Legislativa. Foi relator da CPI da Saúde no Amazonas.

Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião do Direto ao Ponto.

 

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