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‘Agência Lula’ toma partido de Gilmar contra Lava Jato

‘Agência Lula’ toma partido de Gilmar contra Lava Jato

A Agência Brasil tem lado no debate sobre o legado da Lava Jato. É o lado do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que passou de entusiasta da operação, em seu início, há 10 anos, a um dos maiores detratores.

Agência Lula, como O Antagonista se acostumou a chamar o site estatal sempre que tende sem pudor para o lado do petista, destacou em seu perfil no Instagram no domingo (17), dois vídeos com balanços da Lava Jato, os dois com ataques e distorções sobre a operação.

Um deles reproduz trecho de programa em que Gilmar diz que “a Lava Jato fez um mal enorme às instituições”. “Meu balaço é marcadamente negativo”, diz o ministro do STF, para quem “a Lava jato terminou como uma verdadeira organização criminosa”. Os comentários no post são praticamente todos negativos.

A mentira dos empregos

No segundo vídeo, a agência estatal reproduz comentário de José Maria Rangel, gerente-executivo de Responsabilidade Social da Petrobras e ex-dirigente sindical da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Ele diz que “a Lava Jato consegue destruir uma empresa que caminhava para ser a mola propulsora do desenvolvimento do país. A gente lutava porque a gente acreditava na empresa e sabia que, como você falou, se tem desvio, é pontual. Não é algo sistemático”.

Rangel também recebeu o carinho da torcida na caixa de comentários.

Não foi a Lava Jato

Agência Lula também publicou no domingo, que marcou os 10 anos da primeira operação da Lava Jato, texto intitulado “Lava Jato destruiu 4,44 milhões de empregos, aponta estudo”, que destaca estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que “estimou em R$ 142 bilhões as perdas nos setores de construção civil, indústria naval, engenharia pesada e indústria metalmecânica” como consequência da operação.

Como se sabe, não foi a tentativa de combater a corrupção que levou as empresas envolvidas em ilícitos a enfrentar perdas financeiras, e sim o fato de elas terem sido pegas em atos de corrupção.

Fonte: O Antagonista

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