Bolsonaro demite ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio

Bolsonaro demite ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio

Bolsonaro demite ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quarta-feira o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, segundo uma fonte do Palácio do Planalto. O ministro esteve no início da tarde de hoje na sede da Presidência onde foi comunicado pelo presidente da decisão.

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Após a saída do ministro, o presidente da Embratur, Gilson Machado, chegou ao Palácio para uma reunião com o presidente. Ele é um dos principais cotados a assumir o posto, que ainda assim pode entrar em uma barganha com partidos no Congresso no contexto da disputa pela presidência da Câmara.

A demissão ocorre um dia após Álvaro Antônio ter discutido rispidamente com o ministro da Secretaria de Governo (Segov), Luiz Eduardo Ramos, em um grupo de WhatsApp que congrega os ministros de Bolsonaro.

Segundo relatos, Álvaro Antônio usou palavras ríspidas para acusar Ramos justamente de negociar seu cargo com o Centrão.

O agora ex-ministro do Turismo teria depois se desculpado, porém Bolsonaro não aceitou um novo desentendimento entre seus auxiliares diretos.

Um dos ministros mais próximos do presidente, Ramos já foi alvo da insatisfação pública de outro ministro, Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Em outubro, Salles foi ao Twitter para chamar Ramos de “Maria Fofoca”, por supostamente haver vazado à imprensa informações que o prejudicavam.

Com a saída de Álvaro Antônio, são ao todo 15 mudanças em ministérios desde o início do mandato de Bolsonaro. Além de demissões, a conta inclui deslocamentos de ministros de uma pasta para a outra e a nomeação de ministros para pastas que foram criadas – caso de Fábio Faria, para o Ministério das Comunicações.

Marcelo Álvaro Antônio foi indiciado pelo Ministério Público no caso dos laranjas do PSL de Minas Gerais, que ele presidia. A denúncia é de que ele teria organizado um esquema de candidaturas laranjas para desviar de dinheiro do fundo eleitoral e abastecer sua própria campanha. O caso foi descoberto em 2019 e está agora no STF.

Fonte: Valor Econômico

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