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CCJ aprova Nova Lei de Improbidade em votação simbólica

CCJ aprova Nova Lei de Improbidade em votação simbólica

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado, aprovou nesta quarta-feira (29), o relatório de Weverton Rocha (PDT-MA) para a Nova Lei de Improbidade. O parlamentar costurou um acordo com senadores contrários à proposta para que o texto fosse votado hoje.

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Eles concordaram em não pedir vista e retirar os destaques, mediante a alteração de alguns pontos do texto.

Foi mantido o propósito original do projeto, de restringir a aplicação da Lei de Improbidade a administradores públicos com a intenção de provocar danos ao erário.
Entre as mudanças, está o aumento do prazo do inquérito, para até dois anos; aumento do prazo para a adaptação do MP, de 120 dias para 1 ano; a supressão da possibilidade de aplicação retroativa de lei e a garantia de que os danos ao erário serão imprescritíveis.
Não houve acordo em três pontos: transcrição intercorrente, dolo específico e culpa grave.
Por isso, parte dos senadores registraram o voto contrário à proposta. Apesar de elogios ao acordo costurado pelo relator, eles alertaram sobre a necessidade de que esses pontos sejam debatidos em plenário.

“Nós vamos retirar os destaques aqui da comissão e apresentaremos destaque para plenário. Vamos ajustar aqui com os colegas mais dois pontos. A questão da prescrição e a questão da legitimidade da AGU. Eu preciso chamar a atenção para a gravidade do que nós estamos votando. A aprovação do texto da forma como está no relatório importa no arquivamento de mais de 40% das ações por improbidade. Ações que envolvem membros da Câmara e senadores”, disse Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Leia todas as modificações feitas pelo relator no texto:

1) Ressalvar a condenação em honorários de sucumbência apenas para os casos de comprovada má-fé;
2) Aumento do prazo do inquérito para 1 (um) ano, prorrogável por mais uma única vez, mediante ato fundamentado submetido à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica;
3) Aumento do prazo de transição para manifestação do interesse do Ministério Público de 120 (cento e vinte) dias para 1 (um) ano a contar da publicação da Lei;
4) Exclui a necessidade de dolo específico dos atos de improbidade decorrentes do descumprimento da legislação de acesso à informação;
5) Inclui ressalva quanto à possibilidade de configuração de nepotismo na hipótese de indicação política;
6) Suprime-se a disposição quanto à aplicabilidade retroativa das disposições da Lei.

Fonte: O Antagonista

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