Covid-19: O pico ainda não atingiu a América Latina
An employee wearing protective gear disinfects a shopping mall as a preventive measure against the COVID-19 coronavirus in Caxias do Sul, Brazil on May 13, 2020. (Photo by SILVIO AVILA / AFP)

Covid-19: O pico ainda não atingiu a América Latina

Covid-19: O pico ainda não atingiu a América Latina

Os países da América Latina ainda não atingiram o pico da pandemia. A constatação foi feita nesta segunda-feira (1º) pelo diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan.

“Não posso quando ocorrerá, mas precisamos mostrar solidariedade”, disse. O fato é que enquanto o pico do coronavírus no Brasil não chega, a discussão sobre a retomada gera ansiedade: quais critérios seguir?

A Gazeta do Povo ouviu especialistas das áreas de saúde pública e economia para listar critérios que devem ser observados ao organizar a retomada da economia. Confira na reportagem de Fernanda Trisotto um panorama da situação e quais são as recomendações para que prefeituras e estados definam o que abrir antes enquanto o pico do coronavírus no Brasil ainda é incerto.

Utilidade pública

Atualização de casos. O Brasil certamente atinge 30 mil mortes por Covid-19 nesta terça-feira (2). No 1º dia do mês (nesta segunda), o Ministério da Saúde confirmou 29.937 óbitos, sendo registrados 12.247 casos e 623 óbitos em 24 horas (veja mais dados). Ao todo, R$ 1,9 bilhão em insumos já foram gastos no combate à doença. Considerado um estado em que a situação está sob controle, o Paraná chegou à ocupação recorde de UTIs nesta segunda (1º). Também no estado, o repórter Brunno Brugnolo mostra que uma empresa concentra 1 em cada quatro casos em São José dos Pinhais.

“Troca de experiências. Apesar de ainda não termos chego ao pico do coronavírus no Brasil, algumas empresas estão lentamente voltando às atividades. A Volkswagen retomou a produção em um turno em São Bernardo do Campo e outras estão trocando experiências a partir de uma ação de três empresários chamada #VamosVirarOJogo, que já atraiu 453 companhias, de pequenas a grandes, como Carrefour, Magazine Luiza, 3M e Usiminas.

Política e economia

Coronavírus na economia. Apesar de uma nova alta do dólar neste início de mês (cotado a R$ 5,38) e a dificuldade de bancar importações, algumas empresas locais podem se beneficiar. O jornalista Carlos Coelho mostra que a Klabin apostou em um substituto para o carbopol (produto antes totalmente importado da China) para fabricar álcool gel e descobriu que poderá utilizar o substituto em seus outros ramos de negócios. Além disso, a disparada do dólar pode ajudar o governo a pagar a dívida pública, leia na reportagem de Jéssica Sant’Ana, correspondente em Brasília, e entenda ainda como o crédito imobiliário pode ajudar a economia a se levantar.

Fake news. Dois apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na internet alegam terem sido alvos de uma nova ação da Polícia Federal nesta segunda-feira: o blogueiro Allan dos Santos, do site Terça Livre, e a ativista Sara Winter. Eles já tinham sido “visitados” pela PF na semana passada, no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga fake news contra ministros da Corte. De Brasília, Kelli Kadanus mostra em detalhes o histórico do inquérito das fake news no STF, que terá legalidade avaliada pelo próprio Supremo dia 10 de junho.

Fake news 2. Você já ouviu falar no movimento Sleeping Giants? O movimento utiliza contas do Twitter e Instagram para denunciar sites que classifica como propagadores de fake news e divulga marcas que tem banners expostos nessas páginas; saiba mais na reportagem de Leonardo Desideri.

Protestos no Brasil e no mundo. Na realização de atos pró e contra Bolsonaro no domingo, chamou a atenção uma bandeira ucraniana, apropriada por ultra-nacionalistas do país. Entenda o que ela significa no texto de Giulia Fontes. Já em Curitiba, houve bandeira queimada, vandalismo, tiros e bombas da PM nesta segunda-feira. E nos Estados Unidos ocorreu o sétimo dia de protestos contra o racismo. Militares foram enviados a Washington para a “defesa da Casa Branca”.

Os protestos foram desencadeados após a morte de George Floyd, morto por um policial, e um novo laudo mostra que ele morreu por asfixia, contrariando a versão oficial.

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