CPMI da Fake News pode convocar 89 pessoas para depor

CPMI da Fake News pode convocar 89 pessoas para depor

CPMI da Fake News pode convocar 89 pessoas para depor

Os integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News podem votar pela convocação de 89 pessoas para depor no Congresso. Outras dez pessoas ainda podem ser chamadas. A votação pode ocorrer na próxima quarta-feira (04/03).

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A lista de convocação inclui o ex-funcionário da Yacows Hans River do Rio Nascimento, as jornalistas da Folha de São Paulo Patrícia Campos Mello e Mônica Bergamo, e o filho do presidente e vereador no Rio Carlos Bolsonaro (PSC). Entre os alvos dos requerimentos de convidados estão um dos proprietários do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

Ao contrário de um convite, a pessoa convocada é obrigada a comparecer se a audiência for marcada. Caso os pedidos de convocações e convites sejam aprovados e efetuados, o colegiado terá de trabalhar diariamente (incluindo sábado, domingo e feriados) até o fim da data-limite da CPMI, 13 de abril, ouvindo pelo menos duas pessoas por dia para zerar a lista.

Além desses requerimentos, 153 pessoas tiveram convites ou convocações já aprovados pela CPMI. Dessas, 57 pessoas tiveram convocação aprovada — nove já foram ouvidas, entre elas, o sócio da Yacows, Lindolfo Alves Neto, e seu ex-funcionário Hans River.

Contudo, a disputa entre congressistas bolsonaristas e a oposição transformou a CPMI em uma guerra de convocações: a cada pedido feito por oposicionistas para esclarecer o uso ilegal de agências no disparo em massa durante as eleições, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protocolam uma série de solicitações contra ex-integrantes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de jornalistas.

A comissão, instalada no dia 4 de setembro de 2019, tem de apresentar o resultado final dos trabalhos no dia 13 de abril. Mas a relatora da comissão, Lídice da Mata (PSB-BA),  já articula a extensão dos trabalhos por ao menos dois meses.

Fonte: Folha de São Paulo

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