Discurso de posse de França causa boa impressão no Itamaraty

Discurso de posse de França causa boa impressão no Itamaraty

Discurso de posse de França causa boa impressão no Itamaraty

Empossado nesta terça, (6), como novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França causou boa impressão no Itamaraty. Seu discurso de posse foi elogiado tanto pela forma como pelo conteúdo.

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“Compare com o antecessor. Não teve Ave Maria em tupi-guarani”, ironiza um diplomata ouvido sob reserva, referindo-se ao primeiro discurso de Ernesto Araújo à frente do MRE, em janeiro de 2019. “Foi o discurso de posse de um ministro. Muito diferente do que vimos na posse do Ernesto”, acrescenta.

No pronunciamento, França desconsiderou as elucubrações ideológicas e trapalhadas diplomáticas que marcaram a gestão de seu predecessor. A única menção a Ernesto foi durante um breve agradecimento por seu “apoio na transição”.

O novo ministro preferiu adotar tom pragmático, dizendo ter recebido a incumbência de ” enfrentar urgências” na área da saúde, da economia e das mudanças climáticas, em um aceno simultâneo ao Congresso, ao mercado e ao governo de Joe Biden. “Como ensina o presidente Bolsonaro, o brasileiro quer vacina e quer emprego”, disse o ministro.

Em resposta às cobranças que o Itamaraty vinha sofrendo por parte do Legislativo, o chanceler afirmou que vai promover uma ” verdadeira diplomacia da saúde”, além de prometer ampliar a rede de contatos das missões e consulados brasileiros no exterior. “Em diferentes partes do mundo, serão crescentes os contatos com governos e laboratórios para mapear as vacinas disponíveis. Serão crescentes as consultas a governos e farmacêuticas, na busca de remédios necessários ao tratamento dos pacientes em estado mais grave”, prometeu.

Diplomatas em Brasília lamentaram, no entanto, o que chamaram de críticas gratuita de Carlos França à ONU. Durante a posse, ele disse que o Brasil não deve “aderir a toda e qualquer tentativa de consenso que venha a emergir, nas Nações Unidas ou em outras instâncias. Não precisa ser assim e não poder ser assim. O que nos orienta, antes de tudo, são nossos valores e interesses’.

“Ele deu um chute na ONU que não tinha a menor necessidade. Aquilo foi uma bobagem”, reclamou um embaixador da ativa sobre o trecho. A canelada rememora parte da crítica ao papel da ONU inaugurada no Itamaraty pela gestão Ernesto Araújo.

A principal mudança em relação ao antecessor foi o discurso adotado sobre a agenda climática, que virou questão “urgente” na política externa brasileira. “É urgência em outra escala de tempo – mas é urgência”, disse França. Em sua fala inaugural, o ministro conclamou o governo a aproveitar “a oportunidade de manter o brasil na vanguarda do desenvolvimento sustentável e limpo”.

Na última semana, já depois da demissão de Ernesto Araújo, o diplomata Leonardo Cleaver de Athayde, diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, disse em um seminário haver “controvérsias” sobre as mudanças climáticas, afirmando que o problema “supostamente” ameaça toda a humanidade. O próprio então chanceler chegou a questionar o conceito de aquecimento global.

Fonte: Crusoé

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