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Especial sobre o coronavírus: os sintomas, as dicas de prevenção e o avanço da doença

Especial sobre o coronavírus: os sintomas, as dicas de prevenção e o avanço da doença

Veja o avanço do vírus pelo mundo e no Brasil, cuidados de higiene pessoal, riscos de contaminação, sintomas: um guia completo para entender a epidemia do coronavírus.

“É mais um tipo de gripe que a humanidade vai ter que atravessar. Das gripes históricas com letalidade maior, o coronavírus se comporta à menor e tem transmissibilidade similar a determinada gripes que a humanidade já superou”, afirmou o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Principais dúvidas

O coronavirus é um novo tipo de gripe?

Não, porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza

Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?

Há casos de infecções de vias aéreas semelhante ao resfriado, casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, e ainda pacientes que não apesentam sintomas. Crianças, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.

Existe tratamento ou vacina para o novo coronavírus?

Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Como a doença é nova, não há vacina até o momento.

Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o novo coronavírus?

Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.

Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus?

Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus?

Ainda não há uma informação exata, mas o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas varia de 2 a 14 dias, de acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Já a Organização Mundial da Saúde (MS) estima que o período seja de 2 a 10 dias.

O Brasil está preparado para combater o coronavírus?

O Ministério da Saúde instalou o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil. Já estão definidos os protocolos para confirmação dos casos e hospitais de referência para atendimento. Especialistas dizem que as altas temperaturas do verão dificultam a chegada e avanço do novo vírus.

Sintomas

Quais os sintomas principais e no que eles diferem do resfriado comum?

Os sintomas gerais incluem febre, dificuldade para respirar e tosse. Em quase todos os casos diagnosticados, as pessoas têm autonomia para as atividades; alguns desenvolvem falência dos rins ou outra disfunção de órgão. Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado.

Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. O quadro completo do COVID ainda não está claro. Segundo estudo clínico de 44,6 mil infectados, 80,9% tiveram sintomas moderados. No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus.

Prevenção

Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Evitar contato com pessoas que apresentem infecções respiratórias agudas e ficar em casa quando estiver doente;
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, especialmente após contato direto com pessoas doentes e, no caso de não haver água e sabão, é recomendado utilizar o álcool 70%;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo e limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações. Também se deve evitar o consumo de produtos de origem animal cru ou mal cozido.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Curiosidades

O que significam as siglas SARS-CoV-2 e COVID-19?

Coronavírus é uma família de vírus que causam uma série de infecções respiratórias. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

Os tipos de coronavírus conhecidos até o momento são: Alpha coronavírus 229E e NL63; Beta coronavírus OC43 e HKU1; SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS); MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS). O novo agente descoberto na China é o SARS-CoV-2 e a doença associada a ele foi batizada de COVID-19.

O COVID-19 é mais grave do que a SARS e a MERS?

Pelos dados disponíveis, a taxa de letalidade do COVID-19 está em 2,3%, bem abaixo do que a de outras síndromes respiratórias. A SARS, que se espalhou pela China e outros países entre 2002 e 2003, infectou cerca de 8 mil pessoas e matou 774 – taxa de letalidade de 10%. A MERS, no Oriente Médio, foi contraída por 2494 pessoas e matou 858, taxa de 34%.

O que torna o COVID-19 tão preocupante?

Segundo Rodney Rohde, professor da Escola de Saúde da Universidade do Texas e membro da Associação de Cientistas Clínicos, novos surtos de qualquer micróbio devem sempre ser um problema de saúde pública. Em material divulgado pela Elsevier, editora especializada em conteúdo científico e médico, ele destaca que o risco desses surtos depende das características do vírus.

O SARS-CoV-2 não é semelhante aos coronavírus mais comuns, como os que causam resfriados. No entanto, análises genéticas sugerem que esse vírus surgiu de um vírus relacionado à SARS. Existem investigações em andamento para saber mais.

Qual a origem do vírus? Veio de morcegos?

A suspeita de que o consumo de carne de morcego tenha causado o vírus surgiu após a identificação do código genético do SARS-CoV. A Comissão Municipal de Saúde de Wuhan já havia fechado o mercado de frutos do mar desde 1º de janeiro, quando a análise dos casos conhecidos mostrou influência do local.

Entretanto, pesquisa divulgada por uma equipe chinesa em 31 de janeiro no periódico científico Lancet ressalta que não é comum a venda de morcegos naquele mercado, e que os animais inclusive estão em período de hibernação no período. Além disso, outros coronavírus como o primeiro SARS-CoV e a MERS-CoV tinham o morcego como reservário natural, mas com outro mamífero agindo como hospedeiro intermediário (civeta de palmeira mascarada no caso da SARS e dromedários para a MERS). No caso da SARS-CoV-2, as pesquisas ainda são inconclusivas.

Pesquisadores da Universidade de Agricultura do Sul da China apontaram a possibilidade deste animal ser o pangolim, um mamífero com escamas, mas isso ainda não foi confirmado. Essa informação é importante porque ajudaria na prevenção e controle do vírus.

É fake! Mentiras sobre o coronavírus

O Ministério da Saúde compartilhou as principais fake news associadas ao novo coronavírus. Confira abaixo algumas das mentiras mais comumente associadas ao novo coronavírus e evite disseminá-las para amigos e familiares ou conhecidos:

Produtos chineses não serão enviados ao Brasil? Fake

Não há nenhuma evidência, conforme alerta a pasta de Saúde, de que o vírus SARS-Cov-2 sobreviva em objetos que você, ou parentes e amigos, possa ter comprado da China. Logo, esses itens não trarão a doença. O vírus é transmitidos apenas entre humanos e não sobrevive mais de 24 horas fora de um organismo humano ou animal.

Ar no plástico bolha poderia conter o coronavírus? Fake

Na mesma categoria de “produtos que vieram da China contêm coronavírus”, uma das mentiras circulando pelas redes sociais alerta para o ar supostamente contaminado pelo vírus, que estaria preso no plástico bolha e seria liberado cada vez que alguém o apertasse.

Não há evidência nenhuma de que aquele ar poderia conter o coronavírus, visto que os vírus não sobrevivem, em geral, fora do corpo humano (ou animal) por muito tempo. Além disso, o tráfego desses produtos costuma levar dias.

Chá de abacate com hortelã previne o coronavírus? Fake

As únicas medidas de prevenção atualmente confirmadas são aquelas listadas acima (lavar as mãos, evitar contato com pessoas doentes, etc). Não há nenhuma comprovação, conforme alerta o Ministério da Saúde, de que o chá de abacate com hortelã teria qualquer ação de prevenção ao novo coronavírus.

Vale lembrar que, até o momento, não há medicamentos, substâncias, vitaminas ou alimentos específicos – e nem mesmo vacinas – que possam fazer a prevenção da nova doença.

Novo coronavírus foi criado em laboratório? Fake

A mensagem falsa é alarmante: o novo coronavírus teria uma estrutura semelhante ao HIV e, com isso, teria sido criado em laboratório. A descoberta teria sido feita por cientistas indianos.

Nada disso está correto, conforme orienta a pasta de Saúde do Brasil. Não há registros científicos que indiquem qualquer inserções semelhantes ao vírus HIV, causador da Aids, e nem que ele tenha sido desenvolvido em laboratório.

A pasta compartilha ainda que a revista científica Lancet fez a descrição de 10 sequências genéticas do novo vírus e demonstrou a semelhança com o vírus SARs (COV), tendo o morcego como hospedeiro original e os animais do mercado de Wuhan, na China, como hospedeiros intermediários.

Uísque e mel contra o coronavírus? Fake

Nem uísque e mel, nem óleos ou chás milagrosos. Vitamina C + zinco também não. Não há até o momento nenhum alimento ou medicamento, vacina ou substância, que cure ou combata o novo coronavírus.
As medidas de proteção, conforme listadas no início deste material e no tópico Prevenção, são as únicas formas de prevenção confirmadas até o momento.

Coronavírus pelo mundo

Veja o número de casos confirmados e mortes causadas pelo vírus, por país:

ContinentePaísMortesCasos confirmadosAtualizado em:
ÁSIAChina2.8357925128/02/2020
ÁSIACoreia do Sul17315028/02/2020
ÁSIANavio na costa do Japão670529/02/2020
EUROPAItália2188929/02/2020
ORIENTE MÉDIOIrã4438829/02/2020
ÁSIAJapão523429/02/2020
ÁSIASingapura09629/02/2020
ÁSIAHong Kong29429/02/2020
AMÉRICA DO NORTEEstados Unidos06429/02/2020
EUROPAFrança25729/02/2020
EUROPAAlemanha04829/02/2020
ORIENTE MÉDIOKuwait04529/02/2020
ÁSIATailândia04129/02/2020
ÁSIATaiwan13929/02/2020
ORIENTE MÉDIOBahrein03829/02/2020
EUROPAEspanha03229/02/2020
OCEANIAAustrália02529/02/2020
ÁSIAMalásia02529/02/2020
EUROPAReino Unido02029/02/2020
ORIENTE MÉDIOEmirados Árabes01929/02/2020
ÁSIAVietnã01629/02/2020
AMÉRICA DO NORTECanadá01529/02/2020
EUROPASuécia01129/02/2020
ÁSIAMacau01029/02/2020
EUROPASuíça0829/02/2020
ORIENTE MÉDIOIraque0829/02/2020
ORIENTE MÉDIOIsrael0729/02/2020
EUROPANoruega0629/02/2020
ORIENTE MÉDIOOmã0629/02/2020
EUROPAÁustria0629/02/2020
EUROPACroácia0529/02/2020
ORIENTE MÉDIOLíbano0429/02/2020
EUROPAGrécia0429/02/2020
ÁSIAÍndia0329/02/2020
ÁSIAFilipinas1329/02/2020
EUROPAFinlândia0329/02/2020
EUROPARomênia0329/02/2020
EUROPAHolanda0229/02/2020
EURÁSIARússia0229/02/2020
ÁSIAPaquistão0229/02/2020
AMÉRICAMéxico0229/02/2020
ÁSIAAfeganistão0129/02/2020
ÁSIANepal0129/02/2020
EUROPALituânia0129/02/2020
ÁSIACamboja0129/02/2020
EUROPAGeórgia0129/02/2020
EUROPAIrlanda0129/02/2020
ÁFRICANigéria0129/02/2020
ÁFRICAArgélia0129/02/2020
EUROPAIslândia0129/02/2020
EUROPABélgica0129/02/2020
EUROPASan Marino0129/02/2020
EUROPADinamarca0129/02/2020
EUROPAMônaco0129/02/2020
EUROPAMacedônia0129/02/2020
EUROPABielorrússia0129/02/2020
OCEANIANova Zelândia0129/02/2020
AMÉRICA DO SULBrasil0129/02/2020
EUROPAEstônia0129/02/2020
ÁFRICAEgito0129/02/2020
ÁSIAAzerbaijão0129/02/2020
ÁSIASri Lanka0129/02/2020

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