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Homem se apresenta à polícia de SP dizendo que participou dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips no AM

Homem se apresenta à polícia de SP dizendo que participou dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips no AM

Um homem se apresentou nesta quinta-feira (23) numa delegacia no Centro de São Paulo informando aos policiais que participou dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips no Amazonas. Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Como não havia nenhum mandado de prisão contra Gabriel, a Polícia Civil ouviu seu depoimento e informou que ele seria apresentado à Polícia Federal (PF), que investiga o crime.

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Bruno e Dom foram assassinados por pescadores ilegais no Vale do Javari. Em depoimento no 77º Distrito Policial (DP), Santa Cecília, Gabriel contou que procurou a Polícia Militar (PM) na Praça da República porque participou das mortes deles, a quem, chamou de “dois turistas”.

Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo investigação da Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados.

A PF confirmou que os restos mortais encontrados são do jornalista inglês Dom Phillips após análise da arcada dentária. A perícia também confirmou a identificação dos restos mortais do indigenista Bruno Araújo Pereira.

Conforme a corporação, Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e seu irmão, Oseney da Costa, o Dos Santos, teriam matado Bruno e Dom. A dupla está presa.

Neste sábado (18), a Polícia Civil do Amazonas prendeu um terceiro suspeito: Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, apontado pela PF como terceiro suspeito de se envolver no assassinato do indigenista e do jornalista.

Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, Gabriel disse que morava em Atalaia porque fugia do Comando Vermelho, facção criminosa oriunda do Rio de Janeiro, que o ameaçou de morte.

Gabriel falou que estava bebendo com Pelado, que o chamou pilotar sua canoa e saíram. O homem ainda falou que não saiba o que o colega iria fazer, mas que o viu atirando primeiro em Dom e depois em Bruno.

Depois, segundo Gabriel, Pelado chamou mais dois homens. E que os ajudou a “dar fim nas coisas de Bruno e Dom, jogando as mochilas e coisas na margem do rio.” Falou ainda que depois disso fugiu, passando por Santarém, Manaus e Rondonópolis até chegar em São Paulo.

Gabriel falou que como estava na rua e não aguentava mais toda essa situação, decidiu se apresentar aos policiais militares que o levaram à delegacia.

Fonte: G1 Amazonas

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