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Mauro Vieira usa dados do Hamas para defender ação contra Israel

Mauro Vieira usa dados do Hamas para defender ação contra Israel

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, escreveu um artigo na Folha em que defendeu o apoio do governo brasileiro a uma ação movida pela África do Sul contra Israel na Justiça internacional.

No texto, Mauro Vieira usa dados divulgados pelo Ministério da Saúde em Gaza, administrado pelo grupo terrorista Hamas, para justificar o apoio do Brasil à ação sul-africana na corte.

“De fato, há alarmante número de vítimas civis em reduzido intervalo de tempo. São mais de 24 mil mortos, dos quais 70% mulheres e crianças, em pouco mais de cem dias de operações militares”, escreveu o chanceler brasileiro em seu artigo.

Johannesburgo acusa Tel Aviv de cometer genocídio na Palestina. O apoio do presidente Lula à ação sul-africana contra Israel foi feita em 10 de janeiro, após reunião do petista com o embaixador da Palestina no Brasil.

A ação da África do Sul contra Israel foi protocolada na Corte Internacional de Justiça, em Haia, nos Países Baixos, e começou a ser julgada em 11 de janeiro.

Para Mauro Vieira, “tentar caracterizar a ação movida pela África do Sul como manifestação de antissemitismo é forma desafortunada de tentar mudar de assunto”. 

“No limite, é também forma desafortunada de questionar a legitimidade de importante democracia multirracial do Sul Global, marcada por emblemática história de luta contra a discriminação racial, de acionar a CIJ para resguardar os direitos mais fundamentais da humanidade”, acrescentou.

Na semana passada, um grupo de empresários, executivos, pesquisadores e artistas assinou um abaixo-assinado pedindo a retirada do apoio do governo brasileiro à ação movida pela África do Sul.

O manifesto destaca a infundada acusação e defende uma posição justa e equilibrada. O abaixo-assinado conta até mesmo com aliados de Lula, como a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza.

O texto ressalta que o termo ”genocídio” implica na intenção deliberada de exterminar um povo, o que não é o objetivo de Tel Aviv.

Fonte: O Antagonista

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