‘Não é necessário ofender para discordar’, afirma delegado Saraiva ao se opor ao voto impresso defendido por Bolsonaro
Delegado Saraiva fala sobre voto impresso e afirma que abrirá precedentes desnecessários no país (Reprodução/ Internet)

‘Não é necessário ofender para discordar’, afirma delegado Saraiva ao se opor ao voto impresso defendido por Bolsonaro

‘Não é necessário ofender para discordar’, afirma delegado Saraiva ao se opor ao voto impresso defendido por Bolsonaro

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O delegado Saraiva, ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas, se manifestou, nesta segunda-feira, 21, a respeito das falas do presidente Bolsonaro sobre o voto impresso defendido pelo chefe do executivo desde o ano passado. Segundo Saraiva, se a premissa para que o país tenha o voto impresso é de vício na urna eletrônica, quem garante que não haverá fraudo no voto na urna de lona.

“Se estão questionando a possibilidade de vício na urna eletrônica, quem pode garantir que a urna de lona não chegou com 100 votos a mais para um ou outro na seção eleitoral? Quem garante q na contagem dos votos impressos não haverá fraude anulando o voto do candidato opositor?”, questiona o delegado.

Saraiva ainda dá exemplo de diversos país que aderiram ao voto eletrônico, que já é utilizado no Brasil há 25 anos, e explica que o método é sim seguro e eficaz. “Já ouvi que urna eletrônica e jabuticaba só tem no Brasil. Puro complexo de vira-lata. Somos melhores em muitas coisas e Jabuticaba é uma delícia. A votação eletrônica é realidade na Suiça, Japão, Canadá, Índia, Coréia do Sul… E, inclusive, em alguns estados dos EUA”, afirmou Saraiva.

O ex-chefe da PF explica que a liberação do voto impresso abre um precedente nas eleições realizadas no país. “Existe um erro de lógica que deve ser discutido sobre o fluxo do processo no caso da proposta urna eletrônica + impressão de voto, que será colocado na urna de lona. O objetivo é claro: questionar o resultado. Logo, imaginando uma eleição real, teríamos os votos nas urnas eletrônicas e, em seguida os votos nas urnas de lona. Por óbvio que o perdedor vai pedir recontagem. O argumento de mais segurança é pura cortina de fumaça, daqui pra frente todas as eleições terão recontagem”, garante o delegado da PF.

Por fim o delegado afirma que não é necessário ofender para discordar, “estou sempre disposto a mudar de ideia mediante argumentos lógicos. Bom dia a todos”, finalizou.

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