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Pesquisadores brasileiros sequenciam 19 genomas do coronavírus 

Pesquisadores brasileiros sequenciam 19 genomas do coronavírus

O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, divulgou na noite de ontem (25) que fez o sequenciamento de 19 genomas do novo coronavírus (Covid-19) no tempo recorde de 48 horas, contado com amostras de pacientes dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Esse foi o primeiro sequenciamento do Sars-Cov-2 na instituição e os dados foram armazenados no supercomputador Santos Dumont, o que será importante para futuras análises.

O trabalho foi desenvolvido durante o final de semana do dia 21 de março por pesquisadores do LNCC, UFMG e UFRJ. Após analisar dos materiais, os cientistas confirmaram o histórico de transmissão e reafirmaram a necessidade do isolamento social e testagem como medidas preventivas da transmissão do coronavírus no Brasil.

“O sequenciamento dos genomas analisados demonstrou geneticamente que o SARS-CoV-2 foi introduzido no Brasil oriundo de diversos países europeus além de casos importados da China, em menor número. Além disso, as nossas análises genéticas confirmaram a transmissão local do SARS-CoV-2 dentro do nosso país”, disse o LNCC.

A iniciativa, que amplia a cobertura da vigilância genômica viral no Brasil, contou com a parceria de pesquisadores da USP (CADDE) e da universidade de Oxford na Inglaterra, além de alunos de pós- graduação no Brasil.

“Já haviam sido sequenciados no Brasil dois genomas no estado de São Paulo. Pela primeira vez teve uma pesquisa fora do estado de São Paulo. Coletamos 19 amostras de 5 estados diferentes. A colaborada de São Paulo foi super importante para a realização desse estudo com 19 exames diferentes, pois estamos dando continuidade ao estudo que eles começaram, usando a mesma metodologia que foi utilizada e vamos buscar expandir ainda mais para aumentar o número de amostras no Brasil. Eles também estão sequenciando outros genomas em São Paulo”, explica Ana Tereza Ribeiro Vasconcelos, geneticista e coordenadora do Laboratório de Bioinformática no LNCC.

Os pesquisadores explicaram ainda que o sequenciamento foi realizado no Laboratório de Bioinformática do LNCC, em Petrópolis, mas que “as amostras foram coletadas de pacientes atendidos pela UFRJ e pelos laboratórios Hermes Pardini e Símile de Belo Horizonte”.

O projeto contou ainda com suporte da Faperj, FAPEMIG, MCTIC, CADDE e LNCC.
Fonte: G1

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