Por 9 votos a 1, CNMP aplica pena de censura a Deltan 

Por 9 votos a 1, CNMP aplica pena de censura a Deltan 

Por 9 votos a 1, CNMP aplica pena de censura a Deltan

Em mais um dia de derrotas impostas à Lava Jato, por 9 votos a 1, o Conselho Nacional do Ministério Público, o CNMP, decidiu aplicar ontem (8), a punição de censura ao procurador Deltan Dallagnol, que deixou a coordenação da Lava Jato na última semana.

Deltan foi punido por ter se manifestado por meio de tuítes contra a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado. Em 2019, o procurador disse que a eleição do senador atrapalharia a agenda anticorrupção na casa.

A maioria do Conselho acompanhou o voto do relator, Otavio Rodrigues, que entendeu que Deltan “ultrapassou os limites da simples critica ou manifestação desconfortável. Ele atacou de forma inadequada não só um senador, mas o Poder Legislativo”.

Ação penal da Lava Jato

Ainda na terça-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu retirar da 13ª Vara Federal de Curitiba, que julga ações penais da Lava Jato, um processo contra os ex-senadores Romero Jucá e Valdir Raupp, ambos do MDB. O caso passa para as mãos da Justiça Federal de Brasília.

De acordo com as investigações, entre 2008 e 2010 e em 2012, os ex-parlamentares receberam propina da NM Engenharia e da Odebrecht Ambiental para favorecer as empresas em contratos com a Transpetro, subsidiária da Petrobras. Os dois são réus por corrupção e lavagem de dinheiro.

As defesas suscentaram que o caso deveria ser remetido a Brasília porque os dois trabalham na capital federal como senadores à época dos crimes  descritos na denúncia. A Procaradoria-Geral, por outro lado, afirmou que o esquema de corrupção na Transpetro, investigado no processo, é o mesmo  desenvolvido na empresa-mãe, Petrobras, e, por isso, deveria permanecer em Curitiba.

Deixe um comentário