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Presidente da Funasa pede demissão após ser alvo de operação da PF

Presidente da Funasa pede demissão após ser alvo de operação da PF

O presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Ronaldo Nogueira, divulgou nesta terça-feira (11) carta enviada ao presidente Jair Bolsonaro com pedido de demissão.

Nogueira é ex-deputado e ex-ministro do Trabalho do governo de Michel Temer (2016-2017). Na última quinta-feira (6), ele foi alvo da operação Gaveteiro, deflagrada pela Polícia Federal no prédio da Funasa, a qual apura desvios do extinto Ministério do Trabalho por meio da contratação de uma empresa da área de tecnologia. A PF chegou a pedir a prisão do ex-ministro, mas ela foi negada pela Justiça.

O presidente da Funasa havia assumido o cargo em 7 de fevereiro de 2019. Segundo Nogueira, seu afastamento do cargo seria necessário para que pudesse se dedicar à defesa das acusações, as quais afirmou serem “infundadas”.

Operação Gaveteiro

A operação Gaveteiro apura desvios do Ministério do Trabalho por meio da contratação de uma empresa da área de tecnologia para gerir sistemas informatizados da pasta e detectar fraudes na concessão de Seguro-Desemprego.

As investigações apontam que a contratação da empresa foi 1 meio usado pela organização criminosa para desviar, de 2016 a 2018, mais de R$ 50 milhões do ministério.

Além de Nogueira, também foram alvos da operação: Pablo Tatim, ex-assessor de Onyx Lorenzoni na Casa Civil; e o ex-deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO).

Devido as investigações, a Justiça Federal determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 76 milhões nas contas dos investigados. Também foram concedidas ainda medidas cautelares proibindo os investigados de se ausentarem do país.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. Pelos crimes, as penas, se somadas, podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

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