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Senadores conseguem assinaturas para a CPI do MEC

Senadores conseguem assinaturas para a CPI do MEC

Com as assinaturas dos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) conseguiu há pouco a 27ª assinatura necessária para protocolar um pedido de CPI no Senado para investigar a atuação do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de pastores lobistas na pasta.

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O senador Plínio Valério (PSDB) não assinou a CPI e cobrou do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que cumpra as regras internas e proceda , antes da CPI do MEC, a instalação da CPI das ONGs de sua autoria.

Plínio argumenta que existe urgência em relação a preocupação com o agravamento do desmatamento e conflitos sobre a atuação das 115 mil ONGs na Amazônia, o que tem causado comoção em todo o Mundo.

“Não vamos aceitar ser atropelados novamente. Os problemas no MEC já estão sendo investigados pela Polícia Federal e Ministério Público e confiamos nessas instituições para apurar e punir os responsáveis. Os conflitos e aumento do desmatamento na Amazônia são causas constantes de comoção mundial e precisamos botar o dedo nessa ferida. Mas a pandemia, e agora o ano eleitoral, foram os argumentos para não instalação da CPI das ONGs já lida em plenário”, ponderou Plínio Valério.

Até ontem pela manhã, 23 parlamentares haviam confirmado apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito. Porém, com a prisão preventiva de Ribeiro, esse cenário mudou.

No início da tarde de ontem, o senador Eduardo Braga (MDB-AL) endossou a investigação. Pela noite, mais dois parlamentares assinaram o requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP): Soraya Thronicke (União-MS) e Rafael Tenório (MDB-AL), suplente de Renan Calheiros (MDB-AL).

Faltava apenas uma assinatura, que foi confirmada há pouco: a do senador Giordano (MDB-SP), parlamentar (foto) que assumiu o lugar de Major Olímpio, falecido no ano passado vítima de Covid.

Depois da assinatura de Giordano, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também subscreveu o documento.

“CPI nunca foi um instrumento para governo. Governo nunca quer CPI; oposição é quem quer CPI”, disse Randolfe Rodrigues no início da noite de ontem.

A investigação terá 11 senadores titulares e 11 suplentes e a intenção é concluí-la antes das eleições. Mas para que ela seja iniciada, ainda dependerá de decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A base do governo, porém, vai pressionar para que a investigação não seja iniciada. O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), disse que existem outras CPIs na fila e que a investigação sobre o MEC não pode ser prioridade da casa.

“Temos duas semanas para encabeçar cinco CPIs. Se quiser, estou dentro. Mas o tempo é exíguo para todas”, afirmou Portinho. Entre as investigações, está uma de autoria do governo para apurar obras que foram abandonadas pelos governos do PT e de Michel Temer (MDB).

Veja os senadores que assinaram o requerimento, segundo divulgação do senador Randolfe:

Randolfe Rodrigues Paulo Paim (PT-RS)

Humberto Costa (PT-PE)

Rafael Tenório, suplente de Renan Calheiros (MDB-AL)

Fabiano Contarato (PT-ES)

Jorge Kajuru (PODEMOS-GO)

Zenaide Maia (PROS-RN)

Paulo Rocha (PT-PA)

Omar Aziz (PSD-AM)

Rogério Carvalho (PT-SE)

José Antonio Reguffe (União Brasil-DF)

Leila Barros (PDT-DF)

Jean Paul Prates (PT-RN)

Jaques Wagner (PT-BA)

Eliziane Gama (Cidadania-MA)

Mara Gabrilli (PSDB-SP)

Nilda Gondim (MDB-PB)

Veneziano Vital (MDB-PB)

José Serra (PSDB-SP)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Cid Gomes (PDT-CE)

Alessandro Vieira Dário Berger (PSB-SC)

Simone Tebet (MDB-MS)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Soraya Thronicke (União Brasil-MS)

Giordano (MDB-SP)

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