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Uma quadrilha especializada em clonar WhatsApp de senadores

Uma quadrilha especializada em clonar WhatsApp de senadores

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (27), uma operação para identificar os membros de uma organização criminosa especializada em clonar perfis de WhatsApp de senadores e deputados. “Segundo apurado, a associação criminosa cooptava vítimas se passando por personalidades políticas, especialmente por senadores, ‘clonando’ perfis de WhatsApp, utilizando suas imagens e seus nomes”, informou a PCDF em nota.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Timon (MA) e Teresina (PI) pela Operação Alto Escalão 2, que contou com o apoio operacional das Polícias Civis do Piauí e Maranhão.

Pedido de doação

Os criminosos “entravam em contato com as vítimas e informavam que havia uma doação disponível”. “Como o prazo estava em vias de se esgotar, os criminosos solicitavam que as vítimas efetuassem um depósito em dinheiro ao motorista do caminhão, em que os produtos [a serem doados] estavam, para serem entregues na região da vítima”, descreve a PCDF.

A investigação começou junho de 2023, após alguns senadores terem procurado a 5ª Delegacia de Polícia, a mais próxima do Congresso Nacional, para comunicar a prática de crimes usando os seus nomes.

“Após sete meses de investigação, foi constatado que os autores também utilizavam perfis falsos de outras autoridades e, em muitos dos casos, eles utilizavam vários números telefônicos cadastrados em nome do mesmo parlamentar”, diz a polícia.

Alvos

Segundo o Estadão, a lista de nomes usados pela quadrilha contava com os senadores Humberto Costa (PT-PE), Paulo Paim (PT-RS), Ana Paula Lobato (PSB-MA), Carlos Viana (Podemos-MG), Márcio Bittar (União-MA), Soraya Thronicke (União-MS, foto), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Esperidião Amim (PP-SC), Teresa Leitão (PT-PE), Marcelo Castro (MDB-PI) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Os senadores Lucas Barreto (PSD-AP) e Eliziane Gama (PSD-MA) chegaram a denunciar o golpe publicamente. A Polícia Legislativa do Senado também investigou o caso.

Deputados

Também foram alvo os deputados Natália Bonavides (PT-RN), Diego Andrade (PSD-MG), Rogério Correa (PT-MG) e André Janones (Avante-MG), além dos prefeitos Amazan Silva, de Jardim do Seridó (RN), e Paulo Roberto Leite de Arruda, de Vitória do Santo Antão (PE).

“Os investigados, um homem, de 26 anos, e quatro mulheres, de 22, 25, 41 e 43 anos de idade, são apontados como os responsáveis por contatar as vítimas e se passar pelos políticos. Os autores irão responder pelos crimes de Associação Criminosa, Falsa Identidade e Estelionato, cujas penas somadas podem atingir nove anos de reclusão”, diz a PCDF.

Fonte: O Antagonista

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