‘Vamos chegar a 100 mil mortos, mas vamos tocar a vida’, diz Bolsonaro

‘Vamos chegar a 100 mil mortos, mas vamos tocar a vida’, diz Bolsonaro

‘Vamos chegar a 100 mil mortos, mas vamos tocar a vida’, diz Bolsonaro

Ontem (6) em mais uma live, o presidente Jair Bolsonaro ao lado do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que é preciso “tocar a vida”, ao comentar o fato de o Brasil se aproximar da marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus.

“A gente lamenta todas as mortes, já está chegando ao número 100 mil, talvez hoje. Vamos tocar a vida. Tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, declarou.

Até as 20h desta quinta, o Brasil já registrava 98.644 óbitos e 2.917.562 diagnósticos de Covid-19, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa. Nas 24 horas anteriores ao boletim, foram 1.226 mortes registradas.

Como o ritmo tem se mostrado relativamente constante, a previsão é de que o Brasil chegue à marca de 100 mil óbitos entre sexta (7) e sábado (8).

O Brasil é o segundo país com o maior número de mortos pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que já contabilizam mais de 160 mil casos fatais. A Índia, terceiro país da lista, tem pouco mais de 40 mil óbitos.

Cacique

E por falar em mortes causadas pelos Covid-19, no dia (5), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) voltou a fazer curas críticas ao governo Bolsonaro, denunciando como nocivo à Amazônia e aos indígenas.

“Não estou dando uma notícia, porque a morte de Aritana é conhecida de todos. Estou denunciando o governo federal como nocivo para a Amazônia e inimigo de todas as etnias índigenas”, publicou o prefeito em sua rede social, ao falar da morte por covid-19 do cacique Aritana Yawalapiti, liderança indígena do Alto Xingu e ativista de direitos indígenas.

“Temia e temo o genocídio de nossos ancestrais milenares. Governo Bolsonaro é cúmplice disso”, criticou Artur Virgílio, que informou que o Posto de Saúde da aldeia onde o cacique Aritana vivia estava sem pessoal, sem oxigênio, sem os instrumentos básicos para lutar pela vida do Chefe das Tribos do Xingu.

Deixe um comentário