Carla Pollake apresentou várias atividades dentro do governo, mas nega relação profissional com o Estado

Carla Pollake apresentou várias atividades dentro do governo, mas nega relação profissional com o Estado

Carla Pollake apresentou várias atividades dentro do governo, mas nega relação profissional com o Estado

A jornalista Carla Pollake da Silva, citada na CPI da Saúde como figura importante nas decisões do Governo do Amazonas e autora do projeto ‘Anjos da Saúde’, de R$ 6 milhões, negou as atribuições e afirmou que nunca foi funcionária comissionada do estado, mas que possui cartão de visitas do governo autorizado pelo governador Wilson Lima. Pollake também disse que dava sugestões pessoais ao governador, mas que nunca recebeu nada por isso.

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Em depoimento à CPI da Saúde na manhã desta segunda-feira, 6, Carla Pollake negou que tenha qualquer vínculo com o governo. “Nunca prestei serviço nem ao governo do estado do Amazonas e a nenhum a outro governo”, afirmou. Entretanto, ao ter a imagem do cartão de visitas apresentado pelos deputados no depoimento, Carla disse que em alguns momentos o usou com alguns clientes com a autorização de Wilson Lima.

“Ele (Lima) autorizou eu a falar (que dava consultoria a ele)”, disse. Embora tenha o seu nome, Pollake negou que seja seu o cartão. “Não é o meu cartão de visita”. Em seguida afirmou que já o utilizou com alguns clientes. “Eventualmente, mostrei a alguns clientes”, afirmou. “Então, é um cartão de visita seu”, rebateu o presidente da CPI, deputado Delegado Péricles. Ela negou.

A jornalista informou que conhece Lima desde 2013 quando veio para Manaus prestar serviços pela Rede Record à TV Acrítica. Na época, o governador era apresentador do programa local ‘Alô Amazonas’. Segundo ela, desde então ficou amiga de Lima. “O atual governador é um amigo, isso nunca foi velado”, disse.

A amizade com Lima também rendeu conselhos ao apresentador quando se lançou candidato nas eleições para governador em 2018. Pollake disse que na época Lima lhe ligava com frequência para pedir orientações sobre imagem. Também conversavam quando ele ia a São Paulo.

Apesar das orientações, Pollake negou que tenha recebido dinheiro ou atuado diretamente nas eleições com Lima. “Eu não participei de vir aqui participar”, disse. Segundo ela, em 2018 morava na cidade de São Paulo dando aulas na Faculdade Casper Líbero e em setembro do mesmo ano, sua mãe morreu.

Quando Lima ganhou a eleição, ela disse ter sido convidada para compor sua equipe, mas que recusou. “Depois que ele (Wilson Lima) ganhou, ele me chamou para a equipe e eu sempre recusei. Esse convite veio pelo menos umas três vezes”, disse. “Me comprometo a sempre que você quiser bater um papo para trocar ideias como amiga”, disse à CPI. Segundo Pollake, a gravata vermelha que Lima usou na posse foi sugestão dela. “A gravata vermelha dele no dia da posse foi uma sugestão”, revelou.

No início de fevereiro deste ano surgiram as primeiras conversas entre o governador e a jornalista sobre o projeto ‘Anjos da Saúde’. “Carla, eu estou pensando neste ano em investir na saúde. Estou pensando em um projeto, o que você acha do ponto de vista da minha imagem, se vai agregar”, perguntou Lima à Pollake, segundo revelou a jornalista. “Eu perguntei sobre o projeto ele (Lima) disse:‘Ah, eu vou te mandar o que é o projeto, uma ideia e tal’. Ele mandou por Whatsapp mesmo”, disse Carla Pollake.

Após ver o projeto, Carla Pollake deu um parecer sobre o que achava. “Eu olhei e vi que o projeto tinha uns pontos que para a imagem dele eram positivos”, afirmou. “Perguntei para ele (Lima) por exemplo se o projeto ia ter contrato com a iniciativa privada, cooperativas. Ele me esclareceu que não”, disse.

Pollake disse que no final de fevereiro veio a Manaus com o marido, que mensalmente vem à capital a trabalho e na ocasião esteve com Wilson Lima quando perguntou sobre o projeto e entrou em contato pela primeira vez com o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias.

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