Caso Serra: Turessi defendeu a prescrição

Caso Serra: Turessi defendeu a prescrição

Caso Serra: Turessi defendeu a prescrição

Quando o Supremo Tribunal Federal decidiu, em março do ano passado, que crimes comuns conexos ao de caixa 2 de campanha deveriam ser julgados pela Justiça Eleitoral, agentes que combatem a corrupção viram na medida um novo atalho para a impunidade de políticos no país.

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Entre os argumentos que alimentavam essa desconfiança estava o fato de que, na legislação eleitoral, as penas são mais brandas e os prazos de prescrição mais curtos.

O receio era que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro fossem ignorados na investigação e o político fosse julgado apenas por caixa 2.

O caso do senador José Serra é um exemplo clássico de como esse risco é real. Apenas seis dias após os ministros do STF tomarem a decisão de mandar para a Justiça Eleitoral os crimes relacionados a caixa 2, o promotor Flávio Turessi (foto) defendeu a extinção da punibilidade ao tucano, por prescrição, no inquérito aberto em 2017 no Supremo para investigar os pagamentos ilícitos a ele delatados pela Odebrecht.

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