Flávio Bolsonaro compra mansão de R$ 6 milhões em Brasília

Flávio Bolsonaro compra mansão de R$ 6 milhões em Brasília

O senador Flávio Bolsonaro, que semana passada conseguiu anular no STJ as quebras de sigilo bancário e fiscal do inquérito da rachadinha, acaba de comprar uma mansão de quase R$ 6 milhões em Brasília.

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O imóvel de luxo fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, bairro nobre da capital, e vinha sendo anunciado com destaque em sites de imobiliárias locais: “A melhor vista de Brasília da suíte máster”, dizia um anúncio, já desativado.

Nos últimos meses, Flávio e sua mulher visitaram discretamente outras casas de luxo, algumas às margens do Lago Paranoá e anunciadas por até R$ 10 milhões.

Em vez de procurar um cartório da capital, o senador optou por lavrar a escritura de compra num serviço notarial de Brazlândia, cidade-satélite a cerca de 45 km do Plano Piloto.

Parte dos R$ 5,97 milhões pagos no imóvel foi financiada junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), presidido por Paulo Henrique, nome do governador Ibaneis Rocha, que é aliado do clã Bolsonaro.

Na matrícula, obtida pela reportagem de O Antagonista, consta o parcelamento de R$ 3,1 milhões via BRB, em 360 meses, com “taxa de juros nominal reduzida de 3,65% ao ano”. A mansão pertencia à RVA Construções e Incorporações, do advogado e empresário Juscelino Sarkis.

Sarkis disse a O Antagonista que o negócio foi todo legal e que não vê problema em vender um imóvel a Flávio, apesar do inquérito da rachadinha. “Ele tem todo o meu respeito, admiro muito o pai dele e não vejo nada de errado.”

Questionado por meio da assessoria, o senador ainda não se posicionou. Recentemente, ele fechou a loja de chocolates que mantinha num shopping no Rio.

Na campanha de 2018, Flávio declarou ao TSE patrimônio de R$ 1,7 milhão. Como senador, passou a ganhar R$ 25 mil líquidos por mês e a usar apartamento funcional cedido pelo Senado. Sua esposa Fernanda é dentista e abriu consultório em Brasília depois que o marido foi eleito.

Na denúncia do MP do Rio, o “01” é acusado de desviar R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, valor que seria referente à soma dos salários de 12 ex-assessores fantasmas. Um terço foi parar em contas do ex-PM Fabrício Queiroz.

Segundo os promotores, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou R$ 3 milhões em transações imobiliárias com “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”.

Fonte: O Antagonista

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